A decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de fugir do Brasil para os Estados Unidos deixará seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda mais vulnerável ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Como mostrou a coluna, Moraes esperava utilizar o inquérito contra Flávio e o advogado Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro como uma espécie de “escudo” contra processos de impeachment no Senado.
Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de 2026
Flávio afirmou que proposta que põe fim à reeleição valeria para ele e sua família
O ministro Alexandre de Moraes
Com Flávio nos Estados Unidos e supostamente protegido pelo governo de Donald Trump, contudo, Moraes perde munição para tentar intimidar o senador e, assim, diminuir o ímpeto bolsonarista para impichá-lo.
O problema é que Moraes perdeu uma, mas não todas as munições que tem. Se Flávio e Eduardo Bolsonaro estão fora de seu alcance, o mesmo não se pode dizer de Jair Bolsonaro, que continua em prisão domiciliar no Brasil.
Para tentar impedir o impeachment, Moraes pode, por exemplo, cogitar enviar o ex-presidente de volta à Papudinha, em Brasília. Hoje, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária por decisão do ministro do STF.
Já os demais membros do clã — Carlos, Michelle e Jair Renan Bolsonaro — parecem estar em uma situação mais segura. Além de não serem investigados pelo Supremo, os três têm mandato eletivo.
Carlos e Michelle foram eleitos senadores por Santa Catarina e Distrito Federal, respectivamente. Já Jair Renan se elegeu deputado federal por Santa Catarina. Todos são filiados ao PL.



