Durante sabatina na TV na noite de 16 de outubro, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou surpresa com as investigações e prisões de políticos aliados no Rio de Janeiro, destacando a necessidade de ampla defesa e responsabilização legal de quem comprove vínculo com organizações criminosas. O parlamentar foi questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre casos envolvendo Márcio Canella, Rodrigo Bacellar e Cláudio Castro, cujas situações geraram reflexos no cenário político fluminense.
Investigações Policiais e Contexto das Prisões
A apuração revelou que Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual do Rio de Janeiro, foi preso em 15 de outubro sob suspeita de atuar como 'patrono político' e 'articulador' de esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, com indícios de conexão à milícia e a postos de combustíveis; a ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil) encontra-se detida por vazamento de informações sigilosas, obstrução de apurações do Comando Vermelho e suposta chefia do braço político da facção criminosa; enquanto Cláudio Castro (PL), ex-governador do estado, responde à investigação da Polícia Federal sobre uso indevido de R$ 970 milhões do RioPrevidência em operações com o Banco Master.
O s fatos configuram um panorama complexo de interligação entre instituições: as apurações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal indicam que o esquema financeiro teria sido estruturado para encobrir fluxos ilícitos por meio de negócios simulados, enquanto as prisões preventivas visam garantir a continuidade das investigações sem risco de obstrução ou fuga.
O senador Flávio Bolsonaro ressaltou a necessidade de respeito ao devido processo legal, afirmando que 'as pessoas têm direito de se defender e provar a sua inocência', mas defendeu punições rigorosas para quem comprove participação em organizações criminosas como PCC ou Comando Vermelho.
O esquema investigado movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos, segundo apurações policiais.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Justiça Federal do Rio de Janeiro já decretou prisão preventiva para Canella e Bacellar, com base em indícios robustos de envolvimento com estruturas criminosas; o caso de Castro segue em fase de instrução investigativa, com foco na análise das transações atípicas do RioPrevidência realizadas por meio do Banco Master.
Flávio Bolsonaro reiterou seu posicionamento crítico em relação ao Poder Judiciário, alegando perseguição política contra adversários e reiterando que 'quem comprovadamente tem envolvimento com coisa errada tem que pagar dentro da lei', enquanto o Conselho Nacional de Justiça monitora eventuais violações processuais nesses casos de alta visibilidade política.



