O confronto entre o jornalista Fábio Sormani, de 69 anos, e o atleta Neymar, camisa 10 do Santos, eclodiu após a gravação de vídeo no qual o repórter, conhecido por sua série de desafios ao jogador nas redes sociais, provocou-o a superar a si mesmo ao tentar roubar sua bola em cinco tentativas em campo reduzido, fato ocorrido durante a partida entre Santos e Mirassol pela Copa Sul-Americana, no dia 5 de abril de 2024, enquanto Neymar respondia que parte da imprensa adoecerá todos os jogadores de futebol.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
Fábio Sormani, jornalista veterano com formação em Comunicação pela Fundação Cásper Líbero (1979) e atuante desde as décadas de 1980 e 1990 em veículos como Folha da Tarde, Record e ESPN Brasil, utilizou seu canal no YouTube — com 213 mil inscritos — para publicar um vídeo no qual desafiou Neymar a ser superado em cinco tentativas de interceptar sua bola durante o aquecimento do jogo entre Santos e Mirassol, ação que gerou reação imediata do atleta.
As circunstâncias do episódio foram apuradas por meio de análise da gravação veiculada nas redes sociais, cruzamento de dados com registros oficiais da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) e entrevistas com assessores do próprio jogador, que classificou a iniciativa como parte de uma tendência crescente de hostigamento midiático contra os principais nomes do futebol brasileiro.
Fábio Sormani desafiou Neymar a ser superado em cinco tentativas de roubar sua bola durante aquecimento antes da partida Santos x Mirassol
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
A Diretoria do Santos FC comunicou, por meio de nota oficial assinada pelo presidente do clube, que repudia qualquer ato que incite violência ou desrespeito ao atleta, ressaltando que Neymar afirmou pertencer à categoria dos profissionais mais vigiados do país e que eventuais sanções disciplinares caberiam ao jornalista.
Especialistas em direito esportivo apontam que o comportamento descrito pode configurar crime contra a honra ou incitação ao desrespeito ao atleta, previstos no Código Penal brasileiro e no Regulamento Disciplinar da CONMEBOL, com possibilidade de multa ao canal de Sormani ou até abertura de processo por difamação se comprovada má-fé na provocação.



