Na quinta-feira (27/8), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) de 2024, revelando que o setor empregou 15,9 milhões de trabalhadores em 1,9 milhão de empresas, com receita líquida totalizando R$ 3,5 trilhões e salários que somaram R$ 644,2 bilhões.
Contexto Institucional e Estatístico da Pesquisa Anual de Serviços
A Pesquisa Anual de Serviços, realizada pelo IBGE desde 2008, oferece um panorama abrangente sobre a estrutura produtiva do país, indicando que o setor de Serviços, responsável por 70% do PIB brasileiro, manteve posição central na economia em 2024 com 15,9 milhões de empregados distribuídos em 1,9 milhão de empresas, superando até mesmo o setor industrial no número de postos de trabalho.
O s dados apontam ainda que a remuneração média dos profissionais atingiu 2,2 salários mínimos, enquanto a atividade de serviços de alimentação concentrou 11,7% do total de ocupados, consolidando-se como principal fonte de emprego no setor.
O setor de serviços registrou receita líquida de R$ 3,5 trilhões em 2024, com destaque para os serviços técnico-profissionais que faturaram R$ 446 bilhões.
Repercussão Setorial e Perspectivas Futuras
As declarações do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Skaf, reforçam a necessidade de políticas que equilibrem o crescimento do setor de serviços com a preservação da indústria nacional, especialmente diante da volatilidade das tarifas internacionais.
Especialistas apontam que a combinação entre a expansão do setor de serviços e a estagnação da indústria exige estratégias integradas, como investimentos em qualificação profissional e incentivos à inovação tecnológica para evitar desequilíbrios estruturais.



