Na quarta-feira (14), o sargento da Polícia Militar Samir Carvalho foi submetido ao julgamento na 1ª Vara Criminal do Fórum de Santos, acusado de homicídio qualificado contra a esposa, Amanda Fernandes, e tentativa de homicídio agravado contra a filha do casal, em crime ocorrido em maio de 2025 na clínica médica localizada na Vila Belmiro, em Santos.
Contexto Criminal e Dinâmica do Crime
As investigações apuraram que o policial invadiu a clínica de dermatologia e estética onde a vítima e a criança se encontravam com um médico, após perceber a presença do marido; a vítima trancou-se com a filha e o profissional, acionando as autoridades, enquanto o sargento, ao acessar outra área da unidade, utilizou arma de fogo para disparar contra as duas vítimas antes de desferir facadas contra Amanda, que morreu no local, e socorrer a criança, que foi encaminhada à Santa Casa de Santos.
Conforme laudo pericial e testemunhal colhido durante a instrução criminal, o réu demonstrou conduta reiterada de violência doméstica prévia, embora ainda não tenha sido formalmente reconhecida em sentença definitiva, o que reforça a gravidade da acusação de homicídio qualificado com qualificadora de feminicídio.
O sargento Samir Carvalho responde por homicídio qualificado com qualificadora de feminicídio contra Amanda Fernandes e tentativa de homicídio agravado contra a filha.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A defesa do militar ainda não apresentou contestação formal ao longo do processo, embora tenha sido contatada pela para esclarecimento sobre os argumentos que contestarão as acusações e apontarão eventuais falhas na cadeia de custódia ou na interpretação dos elementos probatórios apresentados pelo Ministério Público.
O caso segue sob rigoroso acompanhamento do Conselho Tutelar de Santos e da Secretaria de Direitos Humanos do Estado, que avaliam o impacto social da decisão judicial e possíveis medidas protetivas para os demais dependentes da vítima.



