No Hospital das Clínicas, às 12h04 do dia 18 de fevereiro, o laudo médico confirmou o óbito da soldado Gisele Alves Santana, após parada cardíaca verificável em equipamento de suporte vital, encerrando uma trajetória marcada por violência e desdobramentos institucionais que mobilizaram órgãos militares, judiciais e de saúde.
Contexto Institucional e Desdobramentos da Apuração
A morte da soldado Gisele Alves Santana, ocorrida no Hospital das Clínicas em 18 de fevereiro, foi documentada por meio da câmera corporal de um policial militar presente ao leito, conforme relatado pelo médico Jean Carlos Bueno, responsável pelo atendimento emergencial. O profissional confirmou a parada cardíaca imediata, com base em leitura direta de equipamento monitorador, e formalizou o óbito com a frase 'Formalmente [a morte ocorreu] agora', expressando ainda 'sinceros sentimentos' e os de 'toda a equipe' aos agentes presentes. A versão inicial sustentada pelo militar — de que a esposa teria se matado após sofrer ferimento na cabeça — permanece sob investigação rigorosa.
Desde o início da apuração, laudos periciais contradizem a tese do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa e pela suspeita de fraude processual. Estudos técnicos apontam impossibilidade física de Gisele ter disparado contra a própria cabeça, desestimando a narrativa inicial apresentada pelas autoridades envolvidas no caso.
A morte da soldado Gisele Alves Santana, registrada às 12h04 do dia 18 de fevereiro, ocorreu após parada cardíaca diagnosticada por equipamento médico no Hospital das Clínicas.
Repercussão Jurídica e Consequências Administrativas
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, após ser preso em 18 de março sob suspeita de feminicídio e fraude processual, encontra-se encarcerado no Presídio Militar Romão Gomes, zona norte paulista. A Justiça comum já o acusa de homicídio qualificado e tentativa de obstrução à verdade, enquanto um processo administrativo militar pode culminar em sua exoneração e perda da patente de oficial da PM. A Polícia Militar mantém postura institucional de rigor disciplinar diante do caso.
A trajetória do caso segue sob intenso monitoramento de órgãos competentes, com a necessidade imediata de que o processo judicial e o administrativo converjam para uma decisão definitiva que contemple as evidências técnicas e as responsabilidades individuais envolvidas.



