Em 19 de janeiro de 2025, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizou uma viagem de Fort Lauderdale a Brasília a bordo do jatinho executivo Legacy 650, prefixo PP-NLR, cujo valor de cota foi avaliado em US$ 5,5 milhões pela Polícia Federal em maio de 2025, apesar de seu negacionismo posterior quanto à relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-sócio da Prime You e principal operador da aeronave.
Contexto Institucional e Investigação de Propriedade do Jatinho
A apuração da revista Piauí, corroborada por registros históricos de tráfego aéreo e relatórios da Polícia Federal, demonstrou que o jatinho Legacy 650, prefixo PP-NLR, possuía propriedade fracionada em cotas avaliadas em US$ 5,5 milhões cada, sendo uma detida por Willer Tomaz via holding no exterior e outra adquirida pela Prime You, empresa operada por Daniel Vorcaro até setembro de 2025, ex-sócio controlador do Banco Master.
O voo ocorreu no retorno da família Bolsonaro da Flórida à capital federal, na véspera da posse presidencial de Donald Trump, com a presença de Flávio, sua esposa, duas filhas e o advogado Willer Tomaz, alvo de investigação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em razão de desvios no INSS.
Cada cota do jatinho Legacy 650 foi avaliada em US$ 5,5 milhões segundo laudo da Polícia Federal datado de maio de 2025
Repercussão Política e Desdobramentos Jurídicos
A publicação da Piauí confrontou declaração feita por Flávio Bolsonaro em julho de 2026, quando afirmou ter jamais voado em aeronaves ligadas a Vorcaro, apesar de comprovações documentais confirmarem sua viagem com o banqueiro e com Tomaz no mesmo avião durante a fase avançada das negociações para um investimento de US$ 24 milhões no filme Dark Horse.
A assessoria de Tomaz reconheceu que ele detinha cota da aeronave e oferecia 'caronas' gratuitas a amigos, mas negou conhecimento prévio sobre a participação da Prime You e afirmou não estar sob investigação no âmbito do INSS.



