A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por intermédio do Grupo de Investigação de Homicídios, encontra-se engajada na apuração rigorosa de homicídio qualificado com possível caracterização de violência sexual contra menor de três anos, João Vicente Alves Comin, cuja morte, ocorrida na manhã de segunda-feira (28/9), em Planaltina de Goiás, já registra fortes indícios de omissão e conduta criminosa por parte do padrasto, Guilherme Allephy do Nascimento Almeida, que foi formalmente detido no mesmo dia e encaminhado à autoridade judiciária competente.
Apuração Criminal e Contexto Forense da Tragédia
A PCGO confirmou que o corpo da criança foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina de Goiás pelo próprio suspeito, Guilherme Allephy do Nascimento Almeida, já sem vida, apresentando sinais claros de politraumatismo, conforme laudo preliminar emitido pela equipe médica da unidade; o Conselho Tutelar local, acionada imediatamente após a chegada do óbito, constatou a presença de múltiplos hematomas corporais e acionou a PCGO para abertura formal de inquérito.
Nos dias subsequentes ao óbito, o Conselho Tutelar de Planaltina verificou que a mãe da criança, identificada como uma jovem que concilia estudo e trabalho fora de casa, havia deixado João Vicente aos cuidados do padrasto — pai biológico do próprio filho, de seis anos —, sob responsabilidade exclusiva do adulto; testemunhos indicam que a criança foi deixada sozinha em residência particular enquanto o padrasto e o enteado seguiam para a UPA, onde foram recebidos com o corpo já irreparável.
O s procedimentos periciais em curso buscam esclarecer não apenas as circunstâncias do falecimento — atribuído a lesões graves múltiplas e múltiplos pontos de impacto — mas também eventuais indícios de violação sexual prévia ou simultânea ao trauma letal, conforme solicitações formais da autoridade policial à perícia criminal.
O padrasto alegadamente transportou o corpo sem vida da criança até a UPA, configurando conduta omissa e potencialmente dolosa na cadeia de responsabilidade direta.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
A PCGO comunicou oficialmente que as diligências serão conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios com apoio técnico da Divisão de Polícia Científica, priorizando exames complementares que incluem laudos odontológicos, necroscópicos e eventuais rastreamentos biológicos para comprovar ou afastar prática sexual delituosa.
O Ministério Público Infantojuvenil já se manifestou na investigação sob a coordenação da Promotora Luciana Ferreira Ribeiro, requerendo medida cautelar para garantia da preservação da cena e autorizando o acesso restringido à residência onde ocorreu o óbito sob estrita sigilo investigativo.



