Uma funcionária de 31 anos, vinculada a uma clínica odontológica no Recanto das Emas (DF), foi apreendida na manhã de 8 de setembro durante a O peração CAJA B, coordenada pela 27ª Delegacia de Polícia, sob acusação de furto qualificado por abuso de confiança em continuidade delitiva, após ser flagrada retirando R$ 619 em pagamentos em espécie do caixa da instituição e ocultando o valor em sua bolsa.
Apuração Criminal e Evidências Documentais
A investigação rigorosa, conduzida sob comando do delegado-chefe da 27ª DP, Alexandre Godinho, confirmou a prática reiterada da servente, que durante aproximadamente cinco meses manipulava o sistema de registro de recebimentos para simular a quitação de atendimentos enquanto desviava valores em espécie diretamente para sua bolsa, ação sistematicamente registrada por câmeras de vigilância instaladas no local e corroborada por relatório técnico pericial.
Antecedentes indicam que os proprietários da clínica já havia identificado padrões de desfalques sucessivos no fluxo de caixa, o que motivou a solicitação formal de diligências policiais após constatação de inconsistências nos lançamentos digitais e na conferência física dos pagamentos em espécie.
O valor subtraído, equivalente a 619 reais provenientes de pagamentos em espécie de clientes, configurou crime qualificado por abuso de confiança em continuidade delitiva.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O delegado Alexandre Godinho destacou que o caso foi encaminhado à Divisão de Crimes contra o Patrimônio (DCCP) para apreciação judicial, com a suspeita formalmente autuada e à disposição da Justiça, enquanto o montante recuperado foi prontamente restituído à clínica após perícia confirmada.
Especialistas apontam que a prática configura violação ao Código Penal brasileiro, com pena prevista entre dois e oito anos de reclusão, dependendo da comprovação do prejuízo efetivo e da continuidade do delito.



