Na sessão de terça-feira (8), as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) registraram nova queda, com a taxa de 2028 caindo para 13,515%, 7 pontos-base abaixo da sessão anterior, e a de 2035 recuando para 14,02%, 21 pontos-base em relação ao ajuste de 14,232% da etapa passada, enquanto a pesquisa BTG/Nexus indicou que Flávio Bolsonaro lidera Lula por 46% a 45% nas intenções de voto no segundo turno da disputa presidencial.
Contexto Institucional e Evolução das Taxas Futuras
A descentralização progressiva dos prêmios da curva em torno dos DIs reflete uma reconfiguração do apetite ao risco no mercado financeiro brasileiro, impulsionada pela convergência entre dados macroeconômicos e movimentos eleitorais que sinalizam maior viabilidade de alternância na chefia do Executivo; a quinta queda consecutiva das taxas futuras, registrada em 8 de setembro, evidencia consolidação de expectativas favoráveis à desinflação gradual e à estabilização fiscal, mesmo diante da instabilidade institucional evidenciada pela crise no Supremo Tribunal Federal.
O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência Leandro Almada, determinado pelo ministro André Mendonça, acirra o embate entre o STF e a PF, ao mesmo tempo em que fortalece a percepção de que os indicadores de segurança institucional podem sofrer impactos estruturais que repercutem diretamente nas projeções de confiança do investidor e na trajetória das taxas de juros futuras.
As taxas dos DIs caíram 7 e 21 pontos-base em 2028 e 2035, respectivamente, fechando em 13,515% e 14,02%, marcando quinta queda consecutiva na curva em função da intensificação da disputa eleitoral.
Repercussão Política e Desdobramentos Estruturais
A decisão do ministro André Mendonça de afastar autoridades da Polícia Federal intensifica o conflito institucional entre o Judiciário e os órgãos de segurança pública, gerando incerteza quanto à continuidade das investigações estratégicas e ao papel regulatório da PF no cenário eleitoral, especialmente diante da proximidade do segundo turno da campanha presidencial.
O s analistas apontam que a tendência de cortes sucessivos na Selic – com probabilidade quase certa de redução de 25 pontos-base em setembro e maior chance ainda de novo corte em novembro – reforça a expectativa de alívio inflacionário, enquanto o Tesouro Nacional segue com leilões regulares de títulos para captar recursos e dar suporte à curva de juros em estabilização.



