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Polícia

MP denuncia esquema de venda de vodca adulterada que deixou mulher cega em Guarulhos

PorLucas NevesVerificadoOrtografia IAPublicado Ontem às 23:50
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MP denuncia esquema de venda de vodca adulterada que deixou mulher cega em Guarulhos
Fatos Rápidos da Notícia
  • O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou dois homens acusados de comercializarem bebidas alcoólicas adulteradas com metanol em Guarulhos (SP).
  • A perícia identificou metanol em oito amostras apreendidas, com concentrações entre 34,6% e 40,9%, confirmando a adulteração e impraticidade dos produtos para consumo.
  • Os acusados responderão pelos crimes de falsificação de produto destinado ao consumo e lesão corporal, após a internação de uma mulher que perdeu permanentemente a visão por intoxicação grave em setembro de 2025.
Resumo Editorial

MP denuncia esquema de venda de vodca adulterada com metanol que causou cegueira permanente em Guarulhos, com oito amostras apreendidas entre 34,6% e 40,9%.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) formalizou denúncia contra dois indivíduos suspeitos de integrar esquema de comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol em Guarulhos (SP), após investigação que apurou a morte de uma mulher por intoxicação grave em setembro de 2025 e apreensão de oito amostras contendo substância tóxica em concentrações entre 34,6% e 40,9%.

Apuração Criminal e Contexto do Esquema Ilícito

A 16ª Promotoria de Justiça Criminal de Guarulhos, responsável pela denúncia, identificou que um dos acusados atuava como proprietário de estabelecimento comercial na Avenida Guarulhos, onde adquiria bebidas alcoólicas sem exigir documentação que comprovasse a origem ou autenticidade dos produtos, enquanto o segundo suspeito providenciava as garrafas por meio de fornecedores não identificados nas proximidades do Mercado Municipal de São Paulo.

O caso que culminou na internação da vítima feminina, ocorrido em setembro de 2025, demonstrou a gravidade da prática: a mulher sofreu intoxicação aguda por metanol após o consumo de bebida no local, sendo submetida a tratamento intensivo que resultou em perda permanente da visão nos dois olhos, fato este corroborado por laudo pericial que confirmou a presença de metanol em oito amostras apreendidas com teor entre 34,6% e 40,9%.

Ponto de Destaque

A adulteração com metanol em oito amostras atingiu concentrações entre 34,6% e 40,9%, configurando risco iminente à saúde pública e crime hediondo contra a vida.

Consequências Jurídicas e Desdobramentos Imediatos

A denúncia formaliza a responsabilização criminal dos acusados pelos crimes de falsificação de produto destinado ao consumo e lesão corporal, conforme previsto nos artigos 98 e 121 do Código Penal Brasileiro, com o caso servindo como alerta para a Anvisa e demais órgãos reguladores sobre a urgência de reforçar fiscalização em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas.

A Justiça deve analisar o mérito da denúncia nos próximos meses, enquanto o Ministério Público mantém postura técnica para ampliar investigações e coibir a circulação de produtos adulterados em regiões estratégicas do Grande ABC paulista.

Atenção / Ponto Crítico
O s réus respondem por lesão corporal grave e falsificação de produto alimentício, com pena potencialmente superior a cinco anos de reclusão se condenados.

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