Na Comex, os contratos de ouro e prata para dezembro fecharam em queda de 1,20% e 5,42%, respectivamente, em US$ 4.407,30 e US$ 64,92 por onça-troy, sob o impacto de expectativas de manutenção da política monetária restritiva do Federal Reserve e da estabilização relativa dos indicadores inflacionários norte-americanos.
Contexto Institucional e Movimentação de Mercados
A análise dos dados divulgados pela Nymex confirma a volatilidade observada nos mercados de metais preciosos após a publicação do relatório de preços ao produtor (PPI) de agosto nos Estados Unidos, que indicou pressões inflacionárias moderadas no setor energético sem desdobramentos significativos na leitura do PCE – medida preferencial do Fed para a avaliação da inflação.
As projeções da Sucden Financial apontam que a continuidade da tensão geopolítica entre EUA e Irã não será suficiente para impulsionar o ouro acima do patamar crítico de US$ 4.430 por onça-troy, já que o custo de oportunidade de manter ativos sem rendimento aumenta em cenário de juros estáveis e expectativa de política monetária firme por parte do Federal Reserve.
O ouro recuou 1,20%, encerrando a US$ 4.407,3 por onça-troy, enquanto a prata registrou queda expressiva de 5,42%, fechando em US$ 64,92 por onça-troy.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
O Federal Reserve manteve sua postura cautelosa diante da perspectiva de dados de inflação estáveis no CPI de agosto, sinalizando manutenção dos juros em nível restritivo na próxima decisão monetária, o que pressiona os mercados de ativos não remunerados como o ouro e a prata.
Especialistas apontam que a ausência de surpresa inflacionária nos relatórios subsequentes – como o CPI de setembro e outubro – deve consolidar o ambiente favorável à manutenção das taxas, ampliando os desafios para a recuperação sustentada dos metais preciosos.



