A eleição para o governo do Pará em 2026, decidida no primeiro turno com 97,46% das urnas apuradas, resultou na vitória de Dr. Daniel Santos (Podemos), que conquistou 2.303.759 votos (51,75%), superando a governadora em exercício Hana Ghassan (MDB), derrotada com 2.052.759 votos (46,11%), consolidando uma mudança de paradigma político no estado.
Contexto Institucional e Análise Eleitoral
O resultado reflete a dissociação entre a força estrutural do ex-governador Helder Barbalho (MDB), que manteve influência nos municípios menores e garantiu a reeleição indireta de seu aliado Chicão (União Brasil) ao Senado, e a capacidade de mobilização de Dr. Daniel Santos em colégios eleitorais urbanos, especialmente em Belém e Ananindeua, onde o eleitorado priorizou critérios de gestão municipal e renovação política.
A campanha de Hana Ghassan, apesar de respaldada pela aliança com o governo federal e pela tradição partidária do MDB no estado, enfrentou desafios estruturais, incluindo a ausência de identidade própria consolidada após assumir o governo em abril de 2026 e a percepção de continuidade excessiva do modelo político hegemônico desde 2018.
Dr. Daniel Santos venceu com 2,3 milhões de votos, superando Hana Ghassan por mais de 250 mil sufrágios na eleição para o governo do Pará em 2026.
Repercussão Política e Desafios da Transição
O pleito eleitoral gerou reações imediatas: Helder Barbalho declarou apoio ao presidente Lula para as eleições presidenciais, enfatizando que 'faz questão de deixar clara a minha posição' em publicação nas redes sociais, enquanto Hana Ghassan comprometeu-se à transição 'democrática, pacífica e transparente' até 31 de dezembro.
O próximo passo envolve a formalização da mudança na chefia executiva paraense, com Dr. Daniel Santos assumindo o cargo em janeiro de 2027 após o término da gestão de Ghassan, num cenário que exige equilíbrio entre herança administrativa e agenda própria.
Vamos governar com responsabilidade, inclusão e diálogo com todos os setores da sociedade paraense.


