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Servidores de Tacuru confessam à PF ameaças de envenenar água de indígenas Guarani-Kaiowá

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 14:59
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Servidores de Tacuru confessam à PF ameaças de envenenar água de indígenas Guarani-Kaiowá
Fatos Rápidos da Notícia
  • Dois servidores da Prefeitura de Tacuru confessaram à PF ameaças de envenenar água indígena
  • Ambos foram afastados dos cargos e respondem a processo administrativo disciplinar
  • As gravações circularam em grupo de WhatsApp após o segundo turno das eleições
Resumo Editorial

Dois funcionários públicos do município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul, admitiram à Polícia Federal que produziram áudios com ameaças de envenenar o abastecimento de água da Aldeia Sassoró. Eles foram afastados dos cargos e respondem a processo administrativo, enquanto a apuração policial se aproxima do encerramento.

Dois servidores da Prefeitura de Tacuru (MS) confessaram à Polícia Federal ter gravado mensagens com ameaças de envenenar a água consumida pelos indígenas Guarani-Kaiowá da Aldeia Sassoró. Nos depoimentos, ambos disseram que estavam embriagados no momento e afirmaram não ter condições de colocar as ameaças em prática.

A investigação está praticamente concluída com os relatos. O primeiro funcionário foi afastado na quarta-feira (28/10) e o segundo na sexta-feira (30). Ambos respondem a processo administrativo disciplinar e seguem sob investigação da PF.

O prefeito Rogério Torquetti (PSDB) confirmou os afastamentos e informou que nenhum dos dois trabalha diretamente no abastecimento de água da aldeia. As gravações circularam em um grupo de WhatsApp após o segundo turno das eleições, quando Lula venceu o pleito.

Em um dos trechos divulgados, um servidor diz: “Tem que por veneno na água, tem que matar essas pragas na água”. Lideranças indígenas denunciaram o caso e cobraram responsabilização dos envolvidos.

O episódio ocorre dentro de um cenário mais amplo de intimidação. A Apib contabilizou mais de 30 denúncias de violência durante o período eleitoral. O governo federal criou uma força-tarefa e enviou uma comitiva de ministros ao estado.

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