Na quarta-feira (9), influenciadora Maria Gabriela Cervantes Pereira foi detida em flagrante em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, após vídeo no qual arremessou e chutou sua cachorra de 40 dias de idade, espécie shih-tzu, fato que gerou imediata intervenção da Polícia Militar Ambiental (PMA) e representação pela prisão da investigada por crime de maus-tratos contra animal doméstico.
Apuração e Contexto da Investigação
A apuração conduzida pela delegada Tatiana Zynger confirmou que o episódio foi registrado em rede social da própria influenciadora, com a publicação do vídeo que documentou a conduta agressiva contra a filhote, encontrada apática e amedrontada nos primeiros instantes, embora posteriormente constatada em estado de saúde estável sob os cuidados da Polícia Civil.
O s procedimentos policiais incluíram o resgate imediato do animal para avaliação veterinária, com laudo preliminar que descartou fraturas, enquanto a PMA autuou administrativamente a autora pelo delito previsto no artigo 228 do Código Penal Brasileiro, configurando crime de maus-tratos – ação punível com multa, apreensão do animal e possível prisão dependendo da gravidade das lesões.
A cachorrinha de 40 dias de idade, raça shih-tzu, foi submetida a maus-tratos mediante arremesso e chute durante o episódio em Aquidauana.
Repercussão e Desdobramentos Legais
A defesa de Maria Gabriela Cervantes Pereira ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações formais, enquanto a PMA mantém a autuação em aberto e sinaliza a possibilidade de encaminhar o caso ao Ministério Público para eventual propositura de ação penal.
O episódio reacendeu debate sobre responsabilidades digitais e os limites da liberdade de expressão frente ao dever de cuidado com animais de companhia, com especialistas apontando para a urgência de políticas públicas efetivas na proteção animal.



