Na quarta-feira (11/9), trabalhadores dos Correios, em todo o território nacional, deflagraram greve nacional por tempo indeterminado, após a Findect confirmar que as assembleias aprovaram a paralisação como nova etapa da campanha salarial, diante do fracasso das negociações salariais e das tensões referentes ao plano de saúde dos funcionários.
Contexto Institucional e Definição da Greve Nacional
A Findect confirmou que, nas 35 assembleias realizadas até o momento, 100% dos sindicatos votaram pela deflagração da greve, que se configura como a primeira paralisação nacional dos Correios em mais de uma década, motivada pela insatisfação com o plano de saúde proposto pela direção da estatal, que prevê alterações nos critérios de mantenção e repasse financeiro, gerando receio entre os trabalhadores sobre a sustentabilidade do benefício para aposentados e seus familiares.
O cenário de insatisfação reflete um desgaste histórico das negociações salariais, que já havia passado por ajustes salariais anteriores sem atingir os patamares desejados pelos empregados, culminando na decisão de manter a categoria em estado de greve permanente até que haja acordo definitivo sobre remuneração e garantias do plano de saúde.
O prejuízo acumulado pelos Correios no primeiro semestre de 2026 atinge R$ 5,6 bilhões, agravando a crise financeira já evidenciada pela categoria em greve.
Repercussão O ficiais e Desdobramentos Futuros
A direction dos Correios, por meio de comunicado oficial, reiterou sua disposição de negociar com base na preservação financeira da empresa, enquanto a Findect manteve firmeza na exigência de manutenção integral do plano de saúde como direito irrenunciável dos trabalhadores e seus dependentes.
Especialistas em gestão pública apontam que a paralisação, ao interromper serviços essenciais como correspondência e logística postal, pode acionar medidas judiciais previstas no artigo 7º da Lei nº 8.112/90, com possibilidade de suspensão por perdas significativas à ordem pública.



