Na reta final das campanhas eleitorais, iniciadas oficialmente em agosto de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta seu maior desafio de prestígio político desde sua posse, com avaliação de 33% considerada ótima ou boa segundo levantamento da Arko Advice baseado em pesquisa do Datafolha, colocando-o em posição de segunda pior avaliação entre presidentes que disputaram a reeleição após a redemocratização, atrás apenas do registrado para Jair Bolsonaro em 2022.
Contexto Histórico e Metodológico da Avaliação Eleitoral
A análise do Datafolha, realizada em agosto de 2024 com amostragem representativa nacional, revelou que Lula registra 33% de avaliação ótima ou boa, 26% de regular e 41% de ruim ou péssimo, configurando a segunda pior marca da série histórica que se estende desde 1998, conforme apuração rigorosa divulgada pelo instituto de pesquisa.
O contexto histórico demonstra que, embora Lula tenha superado Jair Bolsonaro em 2022 — com o ex-presidente registrando apenas 24% de avaliação ótima ou boa naquele ano —, a crise dos incumbentes globais, marcada por polarização extrema e rejeição antecipada dos candidatos, amplifica os riscos eleitorais para o atual mandatário em seu pleito pela continuidade do projeto político.
Lula registra 33% de avaliação ótima ou boa em agosto de 2024, segundo levantamento da Arko Advice baseado em pesquisa do Datafolha.
Repercussão Política e Estratégias no Cenário Eleitoral
A crise dos incumbentes, analisada pelo sócio e analista político Lucas de Aragão da Arko Advice, reflete um fenômeno global onde candidatos iniciam seus mandatos com rejeição elevada devido à polarização ideológica, como observado nos casos do presidente americano Donald Trump e do equatoriano Daniel Noboa, cujas aprovações iniciais oscilam entre 45% e níveis comparáveis ao contexto brasileiro.
Diante da elevada rejeição mútua entre Lula e Flávio Bolsonaro, os estrategistas tendem a priorizar ataques diretos ao adversário em vez de construir propostas políticas consistentes, uma vez que o eleitorado já se encontra profundamente dividido e sensível a escândalos ou erros de condução no último mês da campanha.


