Na sabatina eleitoral transmitida pela TV na última sexta-feira (28/8), o candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de constituir um "pai do lobby", condenando o discurso tradicional de "pai dos pobres" como obsoleto e revelando que o mandatário teria que comprovar inexistência de vínculos com práticas de tráfico de influência envolvendo seu filho e colaboradores.
Contexto Institucional e Evidências Apuradas
A apuração jornalística, fundamentada em documentos oficiais e depoimentos colhidos pela Polícia Federal, revelou que a acusação de Caiado não se restringe a conjecturas: a lobista Roberta Luchsinger, alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal por suspeita de tráfico de influência, postou, em 2023, pelo menos duas fotografias com Lula em sua conta oficial no Instagram, evidenciando contato direto não negado pelo presidente, mesmo após sua categoricidade em negar qualquer conhecimento da profissional.
Nos arredores do caso, Fábio Luís Lula da Silva – conhecido como Lulinha – também figura sob investigação no mesmo âmbito do STF, ampliando o espectro de suspeitas que paira sobre a estrutura familiar e de assessoria do governo, enquanto a ausência de registros oficiais de agenda ou comunicação formal entre Lula e Luchsinger contrasta com as narrativas submetidas à sabatina.



