Às 10h31, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 atingiu 13,730%, após a divulgação de pesquisas eleitorais que confirmaram empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, enquanto o dólar e as taxas de juros mantiveram-se sob pressão diante da aversão global a ativos de risco e da continuidade da crise institucional no STF.
Contexto Eleitoral e Impacto Imediato nas Taxas de Juros
A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, com margem de erro de dois pontos percentuais, apontou Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% em um cenário de segundo turno, reforçando a percepção de instabilidade política que contribui para a volatilidade das taxas DI. No mesmo dia, a máxima histórica do DI para janeiro de 2035 foi registrada às 9h23, alcançando 14,325%, reflexo da cautela dos investidores diante da combinação entre incertezas eleitorais e tensões geopolíticas no O riente Médio.
Antecedentes recentes indicam que a relação entre expectativas eleitorais e cenário macroeconômico tem se tornado cada vez mais interligada, com agentes financeiros ajustando posições em resposta à volatilidade dos indicadores de intenção de voto. A continuidade da crise no STF, marcada pela relatoria do presidente Edson Fachin sobre as mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, intensificou a desconfiança institucional e ampliou o prêmio de risco associado aos títulos públicos.
A taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu 14,325%, o maior nível registrado no dia, refletindo uma elevação histórica de 15 pontos-base em decorrência da confluência entre incertezas políticas e riscos externos.
Repercussão Institucional e Perspectivas para a Política Monetária
O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a relatoria da petição que analisa as comunicações entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, com julgamento marcado para o plenário na terça-feira (15), sinalizando a relevância jurídica do caso para o ambiente financeiro. Paralelamente, a expectativa de novo corte da taxa Selic para 14% na quarta-feira segue firme, apesar da pressão inflacionária derivada das altas nas taxas DI.
O s economistas projetam que a Selic encerrará 2027 em torno de 12%, conforme mediana das projeções do Focus, enquanto a inflação deve permanecer controlada entre 4,29% e 4,30% no próximo ano. Diante desse cenário, os mercados aguardam com atenção os desdobramentos judiciais no STF e sua possível repercussão sobre a credibilidade fiscal e monetária do governo.



