A Totvs encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 237,2 milhões, alta de 8,8% na comparação anual e de 1,4% em relação ao trimestre anterior. A receita líquida consolidada atingiu quase R$ 2 bilhões, crescimento de 13,2% sobre o mesmo período do ano anterior, e o Ebitda ajustado somou quase R$ 501 milhões, alta de 16,9% na comparação anual. Os resultados foram divulgados após o fechamento do mercado e, no pregão seguinte, as ações da companhia recuaram 2,49%, a R$ 32,57.
O balanço também trouxe um aumento das provisões para pouco mais de 1,8% da receita líquida. Segundo o CEO Dennis Herszkowicz, o movimento está associado principalmente à piora na propensão de pagamento da economia em geral, identificada pelos birôs de crédito, e não a um aumento concreto da inadimplência entre os clientes da Totvs. Ele afirmou que ainda não há impacto concreto em nível de atraso na base de clientes e que os níveis atuais permanecem próximos da média histórica da companhia.
Herszkowicz destacou a inteligência artificial como uma das maiores oportunidades de crescimento para a Totvs e descartou a preocupação com o chamado “saspocalipse”, movimento que previu a substituição de softwares como serviço pela tecnologia. A empresa vem desenvolvendo agentes capazes de executar tarefas que hoje dependem exclusivamente de profissionais, como contabilidade, processamento de folha de pagamentos e conciliação de contas a receber. Esse modelo foi chamado de “TaaS” (Tarefa como Serviço) e representa uma nova camada de negócios que se soma às aplicações e aos serviços de nuvem já oferecidos.
A companhia também lançou recentemente o Cortem, descrito como um sistema operacional de gestão que busca integrar diferentes camadas de produtos, do back-office às ferramentas de gestão de clientes, passando pelos serviços de nuvem e pelas soluções de tarefas como serviço. O executivo explicou que o Cortem visa criar uma jornada para o cliente que seja absolutamente sem costuras. Herszkowicz informou que a Totvs ampliou os investimentos em inteligência artificial há pelo menos dois anos e não prevê mudanças drásticas no perfil atual de despesas de capital.



