O Ministério Público Eleitoral (MPE) confirmou que o candidato a governador de Alagoas Renan Filho (MDB) não apresentou qualquer prova concreta de que seu adversário João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), esteja sob investigação no âmbito do caso que envolve o Instituto de Previdência do Município de Maceió (Iprev) e o Banco Master, após a publicação em seu perfil no Instagram em que atribuiu a JHC a condição de investigado.
Contexto Institucional e Aprovação da Denúncia
A investigação formal sobre os fatos relativos ao Iprev e ao Banco Master foi reconhecida pelo MPE, conforme consta nos autos da ação movida pela Procuradoria Eleitoral contra Renan, mas a ausência de comprovação de envolvimento direto de JHC foi reiterada pela Procuradoria Regional Eleitoral, com base na decisão do ministro André Mendonça que vinculou apenas indivíduos submetidos a medidas cautelares ao processo em curso.
A publicação que gerou a controvérsia foi veiculada em formato de story no Instagram do candidato, onde Renan citou trecho de debate no qual afirmou que JHC teria desviado recursos previdenciários de aposentados do Iprev, investido tais valores no Banco Master e perdido o montante, situação essa que, segundo a denúncia, teria motivado uma eventual investigação criminal.
Até o momento, os registros oficiais indicam que o MPE mantém abertura de investigação sobre os atos praticados no âmbito do Iprev, mas não há nos autos elementos que comprovem a participação de JHC como investigado, fato este destacado pela procuradora regional eleitoral Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara, responsável pela ação.
Renan atribuiu a João Henrique Caldas a condição de investigado por suposto desvio de recursos previdenciários do Iprev para o Banco Master, sem apresentação de prova concreta.
Repercussão Jurídica e Estratégias Políticas
A Procuradoria Eleitoral classificou a alegação como infundada, ressaltando que a mera existência de apuração sobre o caso não implica necessariamente na figura de investigado de JHC, conforme afirma a procuradora regional eleitoral Juliana de Azevedo Santa Rosa Câmara, quien destacou que 'uma coisa é a existência de apuração sobre determinado fato; outra, substancialmente diversa, é afirmar que determinado candidato figura como investigado nessa apuração'
Com base nessa análise técnica, a Justiça Eleitoral determinou a retirada da publicação do ar digital e o MPE requereu o prosseguimento da ação com fundamento na ausência de elementos probatórios suficientes para sustentar a acusação contra Caldas.



