Em decisão liminar proferida em 28 de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restabeleceu ao ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) a plena capacidade de exercer sua candidatura ao Palácio das Laranjeiras, encerrando a interdição de sua campanha que havia sido determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) com base na suspensão de seus direitos políticos por condenação por improbidade administrativa.
Contexto Institucional e Histórico da Restrição à Campanha
A decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Superior Tribunal Eleitoral, reconheceu que a manutenção da restrição à utilização de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, bem como da participação em horário eleitoral gratuito, representava risco de dano irreversível à viabilidade da campanha de Garotinho, já que sua pré-candidatura ainda dependia de análise sobre sua elegibilidade em razão da condenação por improbidade administrativa.
A condenação que suspendeu os direitos políticos de Garotinho por oito anos – com multa de R$ 500 mil e ressarcimento solidário de R$ 234,4 milhões – originou-se do projeto Saúde em Movimento, cujos contratos firmados pela Secretaria Estadual de Saúde durante o governo Rosinha Garotinho foram apurados pela Justiça como irregulares, configurando atos de improbidade administrativa praticados pelo ex-governador enquanto ocupava o cargo de secretário de Estado de Governo.
O TSE reconheceu risco de danos irreversíveis à campanha eleitoral ao impedir o uso de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A decisão liminar do TSE foi celebrada por Garotinho, que afirmou confiar na Justiça e reiterar seu compromisso com pautas como segurança, saúde e emprego, reforçando que não deseja transformar o pleito judicial em palco político.
A defesa da conduta do TSE destacou a necessidade de preservar a igualdade de condições na disputa eleitoral, enquanto o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União mantêm acompanhamento rigoroso sobre a regularidade dos atos investigados.



