Durante os horários de entrada e saída dos estudantes, veículos são flagrados ocupando mais de uma faixa da Avenida Almirante Barroso, em Belém, bloqueando o fluxo de trânsito e dificultando a passagem de outras viaturas em uma das principais vias da capital paraense. A prática, constatada por denúncias e registros visuais, envolve carros parados lado a lado ou em fila dupla e tripla diretamente em frente à Escola Militar do Pará, instituição vinculada ao Comando Militar do Norte (CMN), causando congestionamento e riscos à segurança viária.
Contexto Institucional e O peracional da O cupação Vial
A investigação realizada pela reportagem confirmou que diversas categorias de veículos – incluindo automóveis particulares e SUVs – ocupam simultaneamente até três faixas da Avenida Almirante Barroso no período de pico de movimento escolar, configurando infração ao Código de Trânsito Brasileiro ao obstruir a via sem autorização. A escola militar, que atende alunos de diferentes níveis e possui entrada própria pela referida avenida, não disponibiliza área específica para desembarque, o que tem gerado a improvisação dos responsáveis ao estacionar em múltiplas linhas, agravando a congestão em um trecho já conhecido por seu alto volume de tráfego.
Além das dificuldades logísticas para o deslocamento de outros motoristas, a situação expõe a ausência de sinalização clara, fiscalização efetiva ou protocolos estabelecidos para o embarque e desembarque seguro dos estudantes, colocando em risco a fluidez do trânsito urbano e a integridade das pessoas na região.
Mais de 30 veículos foram identificados ocupando três faixas simultâneas da Avenida Almirante Barroso durante os horários de pico escolar, segundo registros visuais coletados no local.
Repercussão Administrativa e Desafios na Regulação do Trânsito
Até o momento da publicação, a Direção da Escola Militar do Pará, a Secretaria Municipal de Segurança, O rdem Pública e Mobilidade (Segbel) e o Comando Militar do Norte mantêm silêncio oficial em resposta às solicitações da reportagem, apesar de múltiplas tentativas de contato feitas nos últimos dias, indicando possível falha na coordenação entre as instituições responsáveis pela gestão escolar e pelo trânsito urbano. A falta de orientação formal aos responsáveis sobre pontos adequados de parada e a ausência de fiscalização no local têm contribuído para a normalização irregular da prática, que se arrastou por semanas sem correções.
Especialistas em mobilidade urbana apontam que a ausência de áreas específicas para desembarque escolar e a falta de sinalização preventiva agravam o problema, exigindo providências imediatas da Prefeitura para reestruturar o fluxo veicular na imediação da instituição e evitar novas intercorrências que possam culminar em autuações ou paralisação das atividades por parte da Fiscalização Municipal.
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