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Polícia

Defesas no caso Master buscam gabinete de Fachin para acelerar revisão de prisões

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 59 min
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Defesas no caso Master buscam gabinete de Fachin para acelerar revisão de prisões
Fatos Rápidos da Notícia
  • Advogados se reúnem com gabinete de Fachin para pedir celeridade em pedidos urgentes
  • Pelo menos seis pedidos de revisão de prisões preventivas estão sem decisão há mais de um mês
  • Henrique Vorcaro pode receber prisão domiciliar por idade e problemas de saúde
Resumo Editorial

Advogados de investigados na operação envolvendo o Banco Master se preparam para encontros com o ministro Edson Fachin, presidente do STF, para solicitar celeridade na análise de pedidos de revisão de prisões preventivas que estão pendentes há mais de um mês.

Defesas de investigados no caso Master devem se reunir com o gabinete do ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta semana para tratar de demandas urgentes. O encontro com a equipe do ex-banqueiro Daniel Vorcaro está previsto para esta terça-feira (3) e será conduzido por um juiz auxiliar do gabinete, com o objetivo de pedir celeridade na análise de solicitações aguardando decisão, incluindo a determinação de prisão preventiva do empresário.

Também estão sendo acertadas datas para reunião dos advogados de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro, que discutirão pedidos ainda sem resposta, como a concessão de prisão domiciliar devido à idade e a problemas de saúde. Conforme reportagem da CNN, ao menos seis pedidos de revisão de prisões preventivas estão sem decisão na Corte há mais de um mês desde a remessa dos autos ao gabinete de Fachin.

Os pedidos foram apresentados pelas defesas com base na lei que determina a reavaliação da necessidade das prisões preventivas a cada 90 dias. Entre os investigados que solicitaram a revisão estão Daniel Vorcaro, Manoel Mendes Rodrigues, Daniel Lopes Monteiro, Fabiano Zettel, Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro.

No início de setembro, Fachin determinou que os autos dos casos Banco Master e INSS fossem remetidos à Presidência da Corte em meio a suspeitas de envolvimento de ministros com o banqueiro. Com isso, o gabinete do ministro Mendonça, relator das investigações, optou por não tomar novas decisões nos processos até que fossem devolvidos por Fachin.

A situação gerou reação das defesas, que encaminharam ofício a Fachin afirmando que os direitos dos investigados não podem permanecer em um “limbo” até a resolução da condução dos processos. Na última segunda-feira (2), a defesa de Vorcaro acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil alegando violações aos direitos humanos do ex-banqueiro.

Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março, totalizando oito meses sem revisão, período superior ao dobro do previsto em lei. No final de setembro, Fachin determinou que a PGR se manifestasse sobre os pedidos; mais de 20 dias depois, a instituição defendeu a manutenção das prisões, mas nem Fachin nem Mendonça deram decisão final sobre o tema.

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