A morte de Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, de 30 anos, na manhã desta sexta‑feira (16/10), após tentativa de homicídio por parte do ex‑companheiro André Eduardo Alves da Silva, reavivou o debate sobre violência doméstica no Distrito Federal, enquanto o candidato ao governo pelo PT, Leandro Grass, promete intensificar a aplicação de medidas protetivas e endurecer o combate ao feminicídio em caso de vitória nas eleições.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A apuração jornalística confirmou que o feminicídio ocorreu no dia 16 de outubro, quando o agressor disparou contra a vítima na cabeça e a deixou em estado crítico no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF); a confirmação da morte foi divulgada pela unidade hospitalar às 10h30, consolidando um dado que reforça o aumento registrado no índice de feminicídios no DF.
Nos últimos doze meses, o DF registrou um crescimento de 100 % nos casos de feminicídio durante o governo de Celina Leão e Ibaneis Queiroz, conforme relatório da Secretaria de Segurança Pública; esse salto estatístico motivou Leandro Grass a propor a ampliação das delegacias da mulher, a criação de novos canais de denúncia e a implantação de espaços de acolhimento financeiro para vítimas, além de endurecer as penas contra agressores reincidentes.
O feminicídio de Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa duplicou os índices regionais no último ano, evidenciando a urgência da reforma dos mecanismos protetivos.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
Leandro Grass reiterou sua proposta durante agenda em Ceilândia, afirmando que o novo governo implementará protocolos rígidos para garantir a efetividade das medidas protetivas já existentes e que endurecerá as ações punitivas contra quem cometa violência recorrente, alinhando-se à exigência de maior responsabilidade das autoridades policiais e judiciais.
Ainda segundo o candidato, a ampliação das delegacias da mulher e o fortalecimento dos canais digitais de denúncia visam democratizar o acesso à proteção, enquanto o Ministério da Justiça e a Defensoria Pública já sinalizaram apoio ao plano, que deverá ser detalhado em documento técnico nas próximas semanas.



