O julgamento de dez torcedores do Corinthians, acusados de homicídio qualificado pela morte de dois membros da torcida palmeirense na famosa Batalha da Inajar, deu início à fase decisiva nesta segunda-feira (5/10), com previsão de conclusão até a próxima terça (6/10), mais de 14 anos após o conflito que mobilizou centenas de adeptos na zona norte de São Paulo.
Contexto Institucional e Histórico da Apuração
A Justiça Federal confirmou a participação de 52 pessoas no processo, incluindo os dez réus corintianos e 13 palmeirenses que foram identificados como responsáveis pela briga ocorrida em 25 de março de 2012, na Avenida Inajar de Souza, palco da chamada Batalha da Inajar, onde aproximadamente 300 torcedores se envolveram em confrontos violentos.
O s réus respondem por homicídio qualificado pela morte de André Alves Lezo, 21 anos, e Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, 19 anos, ambos integrantes da Mancha Alvi Verde, torcida organizada vinculada ao Palmeiras, cujo corpo foi encontrado boiando no rio Tietê em agosto de 2011, fato que motivou a vingança dos corintianos segundo a narrativa investigada.
Mais de uma década após a tragédia que vitimou dois jovens torcedores, o julgamento de dez réus do Corinthians avança com a expectativa de sentença até sexta-feira (9/10).
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
A defesa dos acusados articula a inexistência de vínculo direto entre a morte no Tietê e os eventos da Avenida Inajar, sustentando que as acusações baseiam-se em suposições e testemunhos indiretos, enquanto o Ministério Público sustenta haver evidência robusta que justifica o enquadramento no crime qualificado.
A expectativa é de que o veredicto final seja proferido até sexta-feira (9/10), momento em que o juiz responsável emitirá a sentença que poderá contemplar penas severas, incluindo regime fechado, conforme prevê o Código Penal vigente.



