No dia 4 de agosto, durante a decolagem do Aeroporto Nacional Ronald Reagan em Washington, o Embraer E-170 operado pela Envoy Air (voo 3742), com destino a Pensacola, aproximou-se a menos de 1 milha náutica (1,5 km) lateralmente e 213 metros verticalmente do Marine O ne, helicóptero militar que transportava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, configurando grave perda de separação aérea.
Contexto O peracional e Antecedentes da Apuração
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) notificou formalmente o Brasil sobre o incidente, acionando o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira como Representante Acreditado para participar da apuração, conforme protocolos internacionais de cooperação técnica em acidentes aeronáuticos com envolvimento de aeronaves fabricadas no exterior.
A investigação preliminar revelou que a proximidade anômala ocorreu devido à coincidência nos horários de decolagem das duas aeronaves, com o Marine O ne utilizando temporariamente o Ellipse — área ao sul da Casa Branca — em razão de obras na residência presidencial, o que limitou a trajetória livre de obstáculos e comprometeu a clareza das comunicações entre a tripulação do helicóptero e a torre de controle.
A separação lateral mínima registrada entre as aeronaves foi de 0,82 milha náutica (1,5 km), enquanto a vertical alcançou cerca de 700 pés (213 metros), configuração crítica segundo padrões internacionais de segurança aérea.
Repercussão Técnica e Desdobramentos da Investigação
O NTSB destacou que falhas na comunicação entre o Marine O ne e a torre de controle contribuíram para o episódio, agravadas pela ausência de trajetória previsível no espaço aéreo temporariamente reconfigurado para operações presidenciais.
O Cenipa, responsável pela condução técnica da apuração no Brasil, deve enviar relatório final com recomendações para o NTSB até dezembro, enquanto autoridades americanas avaliam ajustes operacionais no uso do Ellipse durante obras na Casa Branca.



