No sábado (5), os candidatos ao Senado Federal pelo Estado do Pará cumprem agenda intensa de campanha em municípios da Região Metropolitana de Belém e do interior do estado, enquanto o Governo do Estado proíbe cobranças da Águas do Pará em razão da reativação de contrato e da operação de poço artesiano, medidas que reforçam o debate sobre política pública e gestão de serviços essenciais.
Contexto Institucional e O peracional das Campanhas Eleitorais
A apuração realizada entre as equipes de campanha confirma que, embora Breno Guimarães (Mobiliza) tenha optado por não divulgar agenda específica para o dia, os demais candidatos mantêm cronograma denso: Celso Sabino (PDT/AGIR / Na Defesa do Pará) realiza atividades em Breves, no Marajó; Chicão (União Brasil / O Pará Tá Junto) agenda carreatas em Castanhal, Abaetetuba e Benevides, além de participar do 44º Festival do Abacaxi em Barcarena; Delegado Éder Mauro (PL) e Edlaine Rodrigues (Democrata) participam de visitas a apoiadores em estabelecimentos comerciais no centro de Belém; Gizelle Freitas (PSOL/REDE) realiza campanha na Feira Municipal de Benevides e encontro com juventude no Sindtifes; Helder Barbalho (MDB / O Pará Tá Junto) compartilha agenda com Lançamento da campanha de Erick Monteiro em Ananindeua, às 16h; Lívia Noronha (PRD/Solidariedade) promove reunião com apoiadores no bairro do Telégrafo, com gravação de conteúdo; Marcelino Conti (PSOL/REDE) visita feiras em Abaetetuba e Barcarena; Zequinha Marinho (Podemos) não teve atividades formalmente divulgadas até o fechamento da reportagem.
O s compromissos itinerantes refletem estratégias distintas para alcance regional, com candidatos priorizando presença em áreas metropolitanas e do interior para consolidar base eleitoral. A programação noturna no Festival do Abacaxi, evento tradicional paraeroense, evidencia tentativa de associação com identidade cultural local. Já a proibição das cobranças da Águas do Pará, anunciada pelo Governo do Estado por meio de comunicado oficial, insere-se no debate sobre regulação dos serviços públicos básicos e impacto direto no bolso do contribuinte.
O Governo do Estado proíbe cobranças da Águas do Pará devido à reativação de contrato e operação do poço artesiano.
Repercussão Jurídica e Estratégias Políticas
A decisão administrativa do Governo do Estado sobre a Águas do Pará foi recebida com satisfação por setores da sociedade civil que denunciavam cobranças indevidas, mas gerou questionamento quanto à legalidade da reativação de contrato sem nova licitação. A Procuradoria-Geral do Estado ainda não se pronunciou formalmente sobre eventual ação civil pública. Já os candidatos continuam a utilizar o tema para reforçar compromissos com austeridade e eficiência na gestão dos recursos públicos.
Nos próximos dias, os candidatos deverão aprofundar suas posições sobre a reforma dos serviços públicos estatais, especialmente em um cenário marcado por pressão inflacionária e demandas sociais crescentes. A expectativa é que novos posicionamentos sejam articulados nas redes sociais, com debates regionais promovidos por veículos locais e pela imprensa especializada.



