Na manhã de quinta-feira, 3 de setembro, o Instituto Datafolha divulgou nova pesquisa com intenções de voto para o pleito presidencial de 2026, na qual Romeu Zema, candidato do Novo, aparece com 2% dos votos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 38% e o senador Flávio Bolsonaro registra 33%. O ex-prefeito de Santos foi autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral a concorrer após impugnação.
Contexto Institucional e Análise da Pesquisa Eleitoral
A pesquisa do Datafolha, baseada em amostragem representativa nacional e metodologia rigorosa com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e confiança de 95%, indica um cenário ainda volátil para a eleição de 2026, com Zema posicionado em patamar marginal, longe dos principais concorrentes. O candidato do Novo afirmou que os números refletem apenas uma fase transitória da campanha, ressaltando que o eleitor brasileiro permanece indiferente até os últimos meses do pleito.
Somente na reta final da campanha é que a maioria dos eleitores começa a analisar os candidatos com atenção plena, segundo Zema, que enfatiza que as pesquisas funcionam como referência orientativa, não como preditor absoluto do resultado final.
Com apenas 2% nas intenções de voto segundo Datafolha, Romeu Zema ressalta que o eleitor só se decide na véspera da eleição.
Repercussão Política e Implicações para o Pleito
O TRE de São Paulo autorizou a candidatura do ex-prefeito de Santos após análise técnica que considerou regularidade documental e desistência de impedimentos formais, sinalizando abertura para eventuais novos pedidos de impugnação em outros casos.
Zema reiterou sua postura crítica ao ministro Alexandre de Moraes, afirmando que o descrédito institucional afeta a imagem do país no exterior e defendeu a necessidade de transparência e respeito às instituições.
Especialistas apontam que o baixo desempenho nas pesquisas pode refletir a ausência de estrutura partidária consolidada ou ausência de agenda nacional clara, fatores que podem ser reavaliados nos próximos meses.



