São Paulo — O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) negou ter utilizado recursos da campanha de arrecadação via Pix, que somaram R$ 17 milhões, para repasses a familiares e terceiros, apesar de o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ter registrado pagamentos somando R$ 234.260 a Michele Bolsonaro, Leda Maria Marques Crivelatti, O smar Crivelatti e à lotérica Jonatan e Felix, entre janeiro e junho antes do início da vaquinha do Pix.
Contexto Institucional e Apuração da O peração de Transferência
A investigação do Coaf revelou que o ex-presidente comandou transferências bancárias entre janeiro e junho, período anterior ao início da vaquinha do Pix, conforme confirmado por Bolsonaro em entrevista à imprensa na sede da Prefeitura de São Paulo, onde almoçou com o prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O s valores repassados — R$ 56 mil a Michele Bolsonaro, R$ 77 mil à síndica Leda Maria Marques Crivelatti, R$ 12 mil ao tenente O smar Crivelatti e R$ 14.260 à lotérica Jonatan e Felix — foram efetuados sob a justificativa de despesas diversas, como administração de contas, aluguel de imóvel e apostas na Mega-Sena, com Bolsonaro destacando que mantém duas aposentadorias e recebe salário do Partido Liberal.
O total de R$ 234.260 em pagamentos via Pix a familiares e terceiros foi registrado entre janeiro e junho, antes do início da vaquinha do Pix.
Repercussão Jurídica e Cenários Futuros
A CPI dos ataques de 8 de janeiro requisitou à Procuradoria-Geral da República que investigue possíveis ligações entre pedras preciosas recebidas em Teófilo O toni (MG) em outubro de 2022 e o financiamento das manifestações violentas, com base em comunicações obtidas com Mauro Cid.
Especialistas apontam que os repasses via Pix configuram possível violação ao financiamento de atos ilícitos, dependendo da comprovação de intenção e destino final dos recursos, enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já sinalizou que irregularidades na origem dos fundos podem acarretar sanções civis e penais.
R$ 56 mil para ela em seis meses?



