O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante sabatina transmitida pela TV na quinta-feira (27), reiterou críticas à cobertura da O peração Lava Jato, afirmando que a imprensa brasileira contribuiu para a construção de uma narrativa que, segundo ele, teve como objetivo impedir sua candidatura à Presidência em 2018, após ter sido alvo de processo penal que culminou em sua prisão e posterior anulação das condenações pelo Supremo Tribunal Federal.
Contexto Institucional e Histórico da O peração Lava Jato
A entrevista do presidente ocorreu no âmbito da série de sabatinas do Jornal Nacional com candidatos à Presidência para as eleições de 2026, nas quais o petista reafirmou que foi vítima de uma 'mentira montada' articulada pela combinação de autoridades judiciárias e veículos de comunicação, conforme relato feito à emissora.
As condenações de Lula, proferidas inicialmente pela 13ª Vara Federal de Curitiba sob competência estabelecida durante o auge da O peração Lava Jato, foram anuladas pelo STF em 2021 com base na suspeição de Sergio Moro e na irregularidade processual relacionada à 13ª Vara Federal, restabelecendo seus direitos políticos sem menção a qualquer crime comprovado.
Lula afirmou que a imprensa brasileira 'comprou, vendeu a mentira e nunca reconheceu que comprou a mentira' durante sabatina na TV
Repercussão Jurídica e Institucional
As declarações de Lula foram precedidas por ressaltos do jornalista César Tralli, que destacou que a própria TV já reconheceu falhas em reportagens anteriores, como o caso Banco Master exibido na GloboNews em 2024, sem que o presidente tenha exigido retratação específica sobre a cobertura da Lava Jato.
Especialistas jurídicos apontam que, embora o STF tenha reconhecido vícios processuais nas investigações conduzidas por Moro e Dallagnol, não há precedente para anulação total da narrativa jornalística ou responsabilização de veículos por suposta manipulação de informação.


