Durante visita ao Rio Grande do Sul neste domingo (30 de agosto), o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência pela legenda Novo, Romeu Zema, reiterou a necessidade urgente de ampliação da cobertura do Seguro Agrícola para proteger produtores rurais dos impactos de eventos climáticos extremos, destacando que agricultores do estado, devastados pelas enchentes de 2024, perderam toda a produção sem qualquer ressarcimento governamental.
Contexto Institucional e Crítica ao MDA
Na sequência de sua agenda oficial no Rio Grande do Sul, palco de recentes desastres climáticos que assolaram o setor agrícola, Zema constatou in loco relatos de produtores que, diante das perdas catastróficas causadas pelas enchentes do primeiro semestre de 2024, não conseguiram contar com o Seguro Agrícola para amortizar os prejuízos, configurando falha estrutural na política pública de gestão de risco rural.
O candidato criticou duramente o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), alegando que teria destinou recursos a movimentos favoráveis à ocupação ilegal de terras, prática incompatível com a estabilidade do agronegócio brasileiro.
Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), cerca de 60% dos produtores rurais do Rio Grande do Sul ainda não possuem cobertura efetiva de seguro agrícola, vulnerabilidade acentuada pela ausência de políticas públicas consistentes e ágeis para indenização pós-desastre.
Ainda que 90% dos produtores afetados pelas enchentes de 2024 tenham perdido toda a safra, menos de 10% contam com seguro agrícola vigente.
Repercussão Política e Desafios para o Setor
A crítica direta ao MDA foi rebatida pelo próprio órgão, que afirmou que as ações realizadas no campo visavam ao desenvolvimento sustentável e não à liberação de recursos para invasões.
Especialistas em políticas agrárias apontam que a ampliação do Seguro Agrícola depende de investimento orçamentário e modernização dos sistemas de monitoramento climático, demandas que ainda não foram plenamente atendidas pelo Poder Executivo.
Com a Expointer 2024 como palco principal para discussões sobre o futuro do agronegócio, Zema consolidou sua agenda eleitoral ao transformar a questão agrária em prioridade central para sua eventual posse presidencial.



