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Deputados do PT pedem prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e alerta vermelho da Interpol

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 16:29
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Deputados do PT pedem prisão preventiva de Flávio Bolsonaro e alerta vermelho da Interpol
Fatos Rápidos da Notícia
  • Parlamentares alegam descumprimento de ordem judicial e risco de fuga; passaportes do senador foram cancelados pela Polícia Federal após o fim do prazo para entrega
  • Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), além da deputada federal eleita Ana Elisa Santos (PT-MG), solicitaram nesta terça-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No pedido, os parlamentares também requerem a emissão de um alerta vermelho da Interpol caso a ordem de prisão seja expedida.
  • A petição aponta o descumprimento da determinação judicial para entrega dos passaportes e menciona o risco de fuga. Nesta tarde, pessoas próximas à família Bolsonaro afirmaram que o senador teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas. Segundo esses relatos, a viagem teria começado durante a madrugada, motivada pelo receio de uma possível prisão. A rota utilizada, porém, não foi confirmada pela reportagem.
Resumo Editorial

Parlamentares alegam descumprimento de ordem judicial e risco de fuga; passaportes do senador foram cancelados pela Polícia Federal após o fim do prazo para entrega

Parlamentares alegam descumprimento de ordem judicial e risco de fuga; passaportes do senador foram cancelados pela Polícia Federal após o fim do prazo para entrega

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), além da deputada federal eleita Ana Elisa Santos (PT-MG), solicitaram nesta terça-feira (27) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prisão preventiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No pedido, os parlamentares também requerem a emissão de um alerta vermelho da Interpol caso a ordem de prisão seja expedida.

A petição aponta o descumprimento da determinação judicial para entrega dos passaportes e menciona o risco de fuga. Nesta tarde, pessoas próximas à família Bolsonaro afirmaram que o senador teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas. Segundo esses relatos, a viagem teria começado durante a madrugada, motivada pelo receio de uma possível prisão. A rota utilizada, porém, não foi confirmada pela reportagem.

A Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio ao meio-dia, após o encerramento, às 11h, do prazo para apresentação dos documentos. A corporação deve comunicar o descumprimento da decisão ao gabinete de Moraes.

Integrantes da defesa disseram à CNN que haviam combinado de receber os passaportes durante a manhã, mas não conseguiram estabelecer contato com o senador. Antes disso, o governo brasileiro havia acionado autoridades argentinas para verificar uma possível passagem de Flávio pelo país vizinho. Em resposta à CNN, o Ministério da Segurança da Argentina negou que ele tenha entrado no território argentino ou solicitado autorização para fazê-lo.

No documento encaminhado ao STF, os parlamentares pedem que a defesa informe o paradeiro do senador e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste com urgência. Também solicitam cooperação com a Argentina para obter registros de passageiros e identificar o responsável pela contratação do jato mencionado nas notícias que fundamentaram o pedido.

A petição cita duas investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro. Uma delas envolve o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, e teria relação com o caso Banco Master. A outra apura a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, também investigado no caso do INSS.

Na segunda-feira (26), Flávio afirmou que nunca havia considerado deixar o Brasil e declarou que entregaria os passaportes. O senador nega irregularidades nas investigações. Até o momento, as informações sobre uma possível saída do país não foram confirmadas oficialmente.

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