Em Montes Claros (MG), no dia 17 de setembro de 2024, a primeira-dama Janja Lula da Silva assumiu papel central durante ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocupando posição de destaque ao lado do mandatário na caminhonete oficial e interagindo diretamente com apoiadores, sinalizando uma estratégia de maior visibilidade feminina em um contexto de redução da vantagem eleitoral entre mulheres.
Reconfiguração da Presença Feminina na Campanha
A apuração jornalística, baseada em registros visuais e relatos presenciais, constatou que Janja Lula da Silva, antes restrita a funções de apoio logístico, como o fornecimento de água ou a higienização do suor do presidente durante compromissos anteriores, rompeu com esse perfil discreto ao assumir o centro da narrativa simbólica do evento mineiro.
Esse movimento ocorre em um cenário de intensificação da disputa por eleitorado feminino, onde a pesquisa Quaest de setembro de 2024 aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro entre mulheres com 41% a 38%, recuo que evidencia a necessidade de reforço estratégico da campanha para consolidar apoio entre o público femenino.
Lula lidera Flávio Bolsonaro por 41% a 38% entre mulheres, vantagem reduzida para 3 pontos percentuais em setembro
Repercussão Institucional e Desdobramentos Eleitorais
A decisão de colocar Janja ao lado de Lula foi analisada como uma tentativa de humanizar a candidatura e reforçar a associação com valores familiares e institucionais, em especial em um eleitorado que valoriza a presença de figuras femininas com perfil institucional.
Especialistas apontam que essa exposição pode ampliar a percepção de legitimidade e conexão emocional com as mulheres, fator crucial em um segundo turno que promete ser marcado por polarização acirrada.



