Na manhã de 7 de setembro, durante ato político promovido por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista, São Paulo, um boneco inflável representando Donald Trump segurando uma caricatura de Luiz Inácio Lula da Silva em roupa de presidiário circulou entre os presentes, gerando repúdio imediato da deputada federal Erika Hilton (PSol-SP), que classificou a cena como ofensiva ao simbolizar submissão do Brasil a interesses estrangeiros.
Contexto Institucional e Histórico da Manifestação
A apuração realizada pela reportagem confirmou que o evento ocorreu no âmbito da campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à Presidência, com a participação de apoiadores que exibiram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, além de bonés com a inscrição 'Make America Great Again', em clara alusão ao movimento político norte-americano.
O ato se inscreve em um cenário de crescente polarização política no país, marcado por demandas explícitas para o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio à corrida eleitoral de 2026.
A presença do boneco simboliza uma ofensiva visual que associa o presidente brasileiro a figuras autoritárias estrangeiras, em plena campanha por impeachment de autoridades nacionais.
Repercussão O ficial e Desdobramentos Políticos
A deputada Erika Hilton expressou sua indignação por meio de post na plataforma X, destacando que 'no Dia da Independência do Brasil, a direita foi às ruas pra erguer o boneco do presidente de outro país', contextualizando a ação como uma desrespeito à soberania nacional.
Entidades jurídicas e órgãos públicos ainda não se posicionaram formalmente sobre a configuração legal da exibição do bonejo, embora especialistas em direito eleitoral apontem que a demonstração pode configurar propaganda abusiva caso vinculada ao uso institucional de recursos públicos.
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