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Economia

Estudo revela que 87% de mulheres bilionárias são excluídas de decisões patrimoniais no Brasil

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 49 min
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Estudo revela que 87% de mulheres bilionárias são excluídas de decisões patrimoniais no Brasil
Fatos Rápidos da Notícia
  • 87% de esposas e herdeiras de famílias brasileiras de altíssimo patrimônio não participam de decisões estratégicas sobre ativos
  • Mais de 53% das mulheres ouvidas já tiveram o patrimônio prejudicado ou viram terceiros se beneficiarem pela falta de participação
  • Estudo analisou 80 famílias empresárias com mais de R$ 200 bilhões em patrimônio conjunto
Resumo Editorial

Levantamento da Mardô Family House Integration aponta que a maioria das esposas e herdeiras de famílias de altíssimo patrimônio no Brasil não participa da gestão estratégica dos ativos, apesar do impacto financeiro dessa exclusão.

Um estudo realizado pela consultoria Mardô Family House Integration, especializada em governança patrimonial e continuidade de negócios familiares, indica que 87% das mulheres que atuam como esposas ou herdeiras em famílias brasileiras de altíssimo patrimônio não participam ativamente das decisões estratégicas sobre os ativos.

A pesquisa analisou 80 famílias empresárias brasileiras, que somam mais de R$ 200 bilhões em patrimônio, com uma média de R$ 2,5 bilhões por grupo familiar. Apesar do acesso a benefícios financeiros, como dividendos, essas mulheres permanecem afastadas da administração, dos investimentos, da proteção dos recursos e do planejamento sucessório.

O levantamento mostra que mais de 53% das entrevistadas já enfrentaram situações em que o patrimônio foi prejudicado ou terceiros se beneficiaram pela ausência delas nas decisões. A consultoria atribui o problema a fatores culturais, históricos e comportamentais, e não à falta de capacidade técnica.

Entre os comportamentos identificados está a terceirização emocional e estratégica, na qual as mulheres delegam a condução financeira a maridos, irmãos ou gestores sem acompanhar as decisões ou ter acesso às informações utilizadas na administração dos bens.

A pesquisa também apontou insegurança e desconforto ao abordar questões financeiras, com algumas mulheres relatando receio de solicitar informações ou considerar o tema excessivamente burocrático. Márcia Dolores, fundadora da Mardô Family House Integration, afirma que esse padrão atravessa gerações e é reproduzido mesmo por mulheres da Geração Z.

O contexto ganha relevância diante da perspectiva de transferência global de riqueza, que pode alcançar aproximadamente US$ 83 trilhões nos próximos 20 a 25 anos. A consultoria projeta que, até 2030, as mulheres poderão controlar quase 40% da riqueza investível mundial.

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