Após 23 dias do primeiro turno das eleições para o Governo do Distrito Federal, os candidatos oficializaram suas propostas em agenda pública, com Cappelli priorizando a eficiência do transporte coletivo e Kiko Caputo reafirmando a viabilidade fiscal das políticas propostas, em demonstração de ajuste ao contexto orçamentário local.
Planos de Governo e Diretrizes de Mobilidade Urbana
A apuração realizada pela equipe editorial constatou que, após o período de pré-campanha regulamentar, os postulantes ao executivo distrital retomaram suas atividades de campo com foco em interlocução direta com a população, mediante agendas que combinam sabatinas em massa, passeatas estratégicas e distribuição de materiais informativos, enquanto Cappelli vinculou sua proposta à redução do tempo médio de deslocamento no transporte público, apontando como eixo central a modernização das linhas de ônibus e a integração com sistemas de trânsito inteligente.
Nos bastidores, fontes da Secretaria de Transportes do DF indicam que a iniciativa depende da análise técnica dos estudos de viabilidade já encaminhados à pasta, além da disponibilidade de recursos orçamentários específicos para a implementação das melhorias, num cenário em que oDF enfrenta desafios estruturais de desigualdade no acesso ao transporte público há décadas.
Cappelli propõe reduzir em até 30% o tempo médio de deslocamento no transporte público do Distrito Federal, priorizando corredores exclusivos e veículos elétricos.
Críticas à Despesa Pública e Estratégia Fiscal
Kiko Caputo reiterou em sabatina recente que as propostas apresentadas não demandam novos gastos públicos significativos, alegando que o orçamento do Distrito Federal já contempla recursos suficientes para a viabilização dos planos de governo, em contraste com críticas tradicionais sobre o aumento da máquina administrativa.
Especialistas em finanças públicas apontam que a sustentabilidade das medidas depende da eficiência na aplicação dos recursos existentes e da priorização de investimentos estratégicos, sinalizando que o debate sobre o DF se articula com tensões entre austeridade fiscal e demanda social crescente.



