O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou ao jornal The New York Times que não pretende divulgar os detalhes de sua saída do Brasil para os Estados Unidos, afirmando que levará essas informações "para o túmulo". Ele deixou o país em 27 de outubro, dois dias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.
A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes em até 24 horas, atendendo a um pedido da Polícia Federal (PF), que havia apontado risco de fuga. O parlamentar relatou que decidiu viajar com a família na manhã seguinte à derrota eleitoral, enquanto deixava o condomínio onde o pai cumpre prisão domiciliar.
Durante a conversa, Flávio negou ter recebido auxílio de autoridades ou governos estrangeiros para deixar o Brasil, afirmando: "Foi tudo obra minha. Não houve ajuda absolutamente nenhuma, de nenhum governo". No entanto, reportagens do próprio The New York Times e do The Wall Street Journal indicam que Jason Miller, da equipe de comunicação de Donald Trump, teria organizado o voo e que a entrada no país foi autorizada diretamente pelo presidente americano.
Uma matéria do Fantástico, da TV Globo, também identificou a participação de Menachem Booky Halevy, ex-integrante do serviço de inteligência de Israel, e outras pessoas, incluindo argentinos. Flávio agradeceu a Trump pela autorização para permanecer nos Estados Unidos e elogiou a postura do presidente americano de não tomar partido na disputa brasileira.
