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Política

Flávio Bolsonaro diz que levará detalhes de viagem aos EUA para o túmulo

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Ontem às 19:56
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Flávio Bolsonaro diz que levará detalhes de viagem aos EUA para o túmulo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Flávio Bolsonaro afirma que levará detalhes da fuga para os EUA "para o túmulo"
  • Senador deixou o Brasil em 27 de outubro após ordem do STF para entrega de passaportes
  • Reportagens apontam envolvimento de Jason Miller e Trump na organização e autorização da entrada nos EUA
Resumo Editorial

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em entrevista ao The New York Times que não revelará como deixou o Brasil após a derrota eleitoral, alegando que a decisão de viajar foi exclusivamente sua, apesar de reportagens apontarem envolvimento de outras pessoas na organização do voo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou ao jornal The New York Times que não pretende divulgar os detalhes de sua saída do Brasil para os Estados Unidos, afirmando que levará essas informações "para o túmulo". Ele deixou o país em 27 de outubro, dois dias após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes em até 24 horas, atendendo a um pedido da Polícia Federal (PF), que havia apontado risco de fuga. O parlamentar relatou que decidiu viajar com a família na manhã seguinte à derrota eleitoral, enquanto deixava o condomínio onde o pai cumpre prisão domiciliar.

Durante a conversa, Flávio negou ter recebido auxílio de autoridades ou governos estrangeiros para deixar o Brasil, afirmando: "Foi tudo obra minha. Não houve ajuda absolutamente nenhuma, de nenhum governo". No entanto, reportagens do próprio The New York Times e do The Wall Street Journal indicam que Jason Miller, da equipe de comunicação de Donald Trump, teria organizado o voo e que a entrada no país foi autorizada diretamente pelo presidente americano.

Uma matéria do Fantástico, da TV Globo, também identificou a participação de Menachem Booky Halevy, ex-integrante do serviço de inteligência de Israel, e outras pessoas, incluindo argentinos. Flávio agradeceu a Trump pela autorização para permanecer nos Estados Unidos e elogiou a postura do presidente americano de não tomar partido na disputa brasileira.

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