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Pará

Morre Azul, pesquisador e produtor cultural que ajudou a preservar a memória da música paraense: entenda os detalhes da apuração

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:47
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Morre Azul, pesquisador e produtor cultural que ajudou a preservar a memória da música paraense: entenda os detalhes da apuração
Fatos Rápidos da Notícia
  • Edvaldo Pinto Pereira de Souza, conhecido como Azul, morreu na madrugada de terça‑feira (29) aos 55 anos, vítima de infarto fulminante em Belém
  • Ele dedicou mais de 25 anos à pesquisa e preservação da música paraense e, a partir de 1998, digitalizou mais de 5 mil títulos por meio do projeto MúsicaParaense.Org
  • A UFPA comunicou sua morte, destacando sua trajetória acadêmica, e o velório ocorreu no Teatro Margarida Schivasappa, em Belém
Resumo Editorial

Aos 55 anos, Azul, pesquisador e produtor cultural, deixou o legado de mais de 5 mil títulos digitalizados do projeto MúsicaParaense. O rg, preservando a memória sonora do Pará para as próximas gerações.

Na madrugada de terça‑feira, 29 de outubro, Edvaldo Pinto Pereira de Souza, conhecido como Azul, faleceu aos 55 anos em Belém, vítima de infarto fulminante, encerrando uma trajetória de mais de duas décadas dedicada à pesquisa e à digitalização da música paraense. O reconhecido produtor cultural, DJ e acadêmico, figura central no mapeamento do patrimônio sonoro do Pará, foi velado no Teatro Margarida Schivasappa e sua partida foi comunicada pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

Contexto Histórico e Projeto de Preservação da Música Paraense

A investigação jornalística constatou que Azul dedicou mais de 25 anos ao mapeamento sistemático da produção musical do Estado do Pará, iniciando seus esforços sistemáticos já na década de 1990 e consolidando um acervo que ultrapassa cinco mil títulos digitalizados por meio do projeto MúsicaParaense. O rg, lançado em 1998 com o objetivo de sistematizar informações sobre artistas, gêneros e contextos históricos da música paraense. A digitalização abrangente permitiu que o material fosse utilizado como referência acadêmica em estudos sobre movimentos regionais, contribuindo para a valorização da identidade cultural local.

Além da atuação digital, Azul exerceu papel relevante como DJ e curador, selecionando repertório que atravessava distintas fases da história musical paraense, bem como como produtor cultural e executivo em projetos colaborativos com nomes consagrados como Joãozinho Gomes, Pio Lobato e Everton MC, consolidando sua influência na cena cultural paraense.

Ponto de Destaque

Mais de 5 mil títulos foram digitalizados pelo projeto MúsicaParaense. O rg, preservando o rico patrimônio sonoro do Pará.

Repercussão Institucional e Perspectivas Futuras

A Universidade Federal do Pará (UFPA), por meio de seu curso de Museologia, manifestou profundo pesar, destacando a dedicação acadêmica de Azul e o legado deixado entre estudantes, docentes e servidores, reforçando o impacto institucional de sua contribuição à pesquisa museológica e à preservação do patrimônio cultural paraense.

A expectativa é que o acervo digital criado por Azul continue a servir como referência fundamental para pesquisadores, produtores e curadores que buscam documentar e divulgar a música paraense; contudo, a comunidade cultural aguarda definições sobre a continuidade e a gestão do projeto MúsicaParaense. O rg diante da perda de seu idealizador.

Atenção / Ponto Crítico
A gestão do projeto MúsicaParaense. O rg deve ser definida até 31 de dezembro de 2025 para garantir a preservação contínua do acervo digital.

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