Em 7 de maio de 2024, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), candidato à reeleição, tornou-se alvo da quinta fase da O peração Compliance Zero, deflagrada após a divulgação pelo Ministério Público Federal de relatório que revelou a apreensão de quantias em dinheiro vivo em múltiplas moedas vinculadas a um suposto esquema de corrupção e lavagem de ativos.
Contexto Investigativo e Apuração da O peração
A O peração Compliance Zero, coordenada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal, identificou indícios de repasses mensais de até R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro ao senador Ciro Nogueira, com fundamentos que apontam para a prática sistemática de corrupção e lavagem de dinheiro por meio de canais financeiros não declarados.
A apuração revelou que os valores apreendidos totalizaram US$ 27.735, equivalentes a aproximadamente R$ 141,8 mil; € 1.555 (cerca de R$ 9,2 mil); e 890 liras turcas (aproximadamente R$ 93), sendo depositados em conta judicial para disponibilidade da Justiça após recolhimento.
Quantias totalizando US$ 27.735, € 1.555 e 890 liras turcas, equivalentes a cerca de R$ 141,8 mil, foram apreendidas em operação que investiga esquema de corrupção envolvendo repasses mensais de até R$ 500 mil.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A Polícia Federal destacou que as conversas interceptadas indicam que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Autonomia Financeira do Banco Central, apresentada pelo senador Ciro Nogueira, teria sido redigida conforme orientações diretas de Daniel Vorcaro, com declarações que evidenciam possível troca entre apoio legislativo e recursos financeiros ilícitos.
Especialistas em direito eleitoral e financeiro apontam que a situação configura potencial violação aos dispositivos do Código Penal referentes à corrupção ativa e à lavagem de ativos, com possibilidade de suspensão dos direitos políticos e perda do mandato caso sejam confirmados os indícios investigativos.



