Inaugurada em 1925 pela canadense Light and Power Company, a primeira câmara para energia elétrica de São Paulo, hoje sob gestão do grupo italiano Enel, mantém uma rede subterrânea que abastece 430 mil consumidores — 5% da base — responsáveis por mais de 20% da eletricidade distribuída, em um contexto de crescente vulnerabilidade devido ao furto de mais de 70 quilômetros de cabos entre 2021 e 2025.
Contexto Histórico e O peracional da Infraestrutura Subterrânea
A rede subterrânea de São Paulo, que se estende por mais de cem anos, foi modernizada nos anos 1950 com a instalação da câmara reticulada Paula Souza, modelo que oferece maior confiabilidade e redundância operacional, garantindo continuidade no fornecimento mesmo em caso de falhas pontuais.
Atualmente, o sistema composto por 6 mil poços e 5 mil galerias distribui mais de 20% da energia da Enel, concentrada em áreas estratégicas como hospitais e edifícios históricos, enquanto enfrenta desafios como o furto persistente de cabos e a necessidade de manutenção em ambientes úmidos e confinados.



