O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, prestou depoimento à Corregedoria da Corporação por meio de chamada de vídeo do Presídio Militar Romão Gomes, onde permanece encarcerado, em contexto de intenso embate judicial que já se arrastou por meses.
Contexto Institucional e Procedimental do Caso
O crime que vitimou Gisele Alves Santana ocorreu em 18 de fevereiro no apartamento central paulistano, onde, segundo laudos periciais, a soldado foi morta por estrangulamento com marcações compatíveis com asfixia no pescoço, e o corpo permaneceu no local até a identificação oficial.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa e por fraude processual, aguarda julgamento na Justiça comum, com depoimento à Corregedoria da Corporação realizado por videoconferência do Presídio Militar Romão Gomes, enquanto o processo criminal aguarda próxima audiência marcada para 5 de outubro após três adiamentos.
A perícia técnica confirmou que Gisele Alves Santana foi morta por estrangulamento, desconsiderando hipótese de suicídio e indicando ação violenta contra ela.
Repercussão Jurídica e Desafios Processuais
O advogado Miguel Silva, representante da família da vítima, classificou as acusações do réu como 'descabidas' e 'absurdas', reforçando que o coronel não esteve presente no necrotério para manipular evidências e que o desespero do acusado justifica tentativas de desvirtuar o curso natural da Justiça.
Com o depoimento oficial adiado pela terceira vez, o caso permanece em impasse na esfera da Justiça comum, enquanto o Tribunal Militar analisa as denúncias de fraude processual e o próprio coronel aguarda decisão sobre prisão preventiva no âmbito disciplinar.


