No duelo entre Paysandu e Inter de Limeira, que terminou empatado por 2 a 2 no Estádio Curuzu no dia 20, o VAR Pathrice Wallace Correa Maia auxiliou o árbitro Denis da Silva Ribeiro Serafim na revisão de lance decisivo aos 46 minutos do segundo tempo, resultando na marcação de pênalti para a Inter de Limeira após contato da bola com a mão de Renan Castro dentro da área.
Contexto Institucional e Procedimento de Apuração do Lance Polêmico
A análise do lance que culminou no pênalti envolveu minuciosa revisão por parte do comitê de arbitragem, que constatou clara infração cometida por defensor do Paysandu ao manipular a bola com a mão dentro da área após cruzamento vindo da lateral direita, fato corroborado por imagens transmitidas por torcedor e disponibilizadas ao VAR, diferentemente do ocorrido em jogada similar que, apesar de ocorrer em momento análogo, não recebeu revisão técnica e permaneceu sem penalidade.
O episódio reforça as tensões estruturais vividas pelo Paysandu, que acumula três rodadas sem vitória no Grupo C da Série C, posição que o relega à última colocação com apenas um ponto conquistado até o momento, enquanto a diretoria enfrenta críticas por suposta interferência institucional em decisões técnicas apuradas pelo próprio Conselho Federal de Futebol.
A Inter de Limeira converteu o pênalti aos 46 minutos do segundo tempo, empatando o placar em 2 a 2 e mantendo o Paysandu na lanterna do Grupo C com apenas um ponto em três rodadas.
Repercussão O ficial e Desdobramentos Estruturais
O presidente do Paysandu, Júlio César Ribeiro, assumiu publicamente a responsabilidade ao se desculpar pelas declarações proferidas sobre o Pampam durante coletiva de imprensa realizada na manhã seguinte ao duelo, afirmando que suas palavras foram mal interpretadas e que a diretoria jamais deve intervir em processos arbitrários ou técnicos.
Especialistas em direito esportivo apontam que a ausência de revisão consistente para um lance com características idênticas ao pênalti marcado pode gerar questionamento sobre a aplicação uniforme dos critérios de infração penal, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sinaliza que eventuais desvios na condução da arbitragem serão avaliados nos termos do Regulamento Disciplinar da competição.



