Em 5 de outubro de 2022, o senador Rogério Marinho (PL-RN) confirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) entrou em contato com o deputado federal Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, com a finalidade de captar apoio para a disputa do segundo turno presidencial marcada para 25 de outubro, enquanto o próprio Cury, que recebeu 3.448.466 votos (2,89% dos válidos), mantém postura de abertura quanto ao desfecho eleitoral sem ainda ter formalizado respaldo a nenhum dos dois principais candidatos.
Contexto Institucional e Estratégico da Busca por Alianças
A apuração realizada pela reportagem, baseada em fontes dentro da equipe de Cury e no próprio senador Marinho, revela que a iniciativa partiu da estratégia de articulação do candidato do PL, visando consolidar uma base ampla de apoio caso o embate final se configure entre Lula (PT) e seu adversário, em um cenário onde os candidatos menores do primeiro turno detêm influência política relevante nos Estados.
O próprio Cury, ao receber os contatos da campanha fluminense, reiterou publicamente sua disposição em analisar propostas de governabilidade e projeto político vindas de ambos os lados, afirmando que aguarda que o vencedor do segundo turno considere as ideias e os programas apresentados por todos os candidatos durante a campanha.
O escritor Augusto Cury afirmou que espera que o vencedor do segundo turno leve em consideração as ideias e projetos apresentados por todos os candidatos durante a campanha.
Repercussão Política e Desafios da Construção de Aliança Pós-Turno Único
Até o fechamento deste relato, nenhum dos dois principais candidatos – Lula ou Flávio Bolsonaro – havia manifestado publicamente apoio formal ao outro, fato que evidencia a ainda incipiente fase de negociação e a complexidade da construção de alianças pós-eleitorais num cenário polarizado.
As pressões internas ao partido Avante, aliado formal de Cury, intensificam-se diante da expectativa de que seu posicionamento na fase decisiva possa influenciar não apenas a vitória direta de um dos candidatos, mas também a legitimidade política de eventuais governos resultantes.



