A greve dos motoristas de ônibus que operavam sob a gestão da Transwolff em São Paulo concluiu-se na segunda-feira, 19, após a SPTrans declarar a regularização dos valores referentes a salários e garantias trabalhistas, restabelecendo o funcionamento integral do serviço às 13h50, conforme informado pela prefeitura, com a normalização total das operações nas 34 linhas do lote D10, que atendem mais de 267 mil passageiros na região Sul da capital.
Contexto Institucional e Desdobramentos Administrativos
A paralisação, iniciada pela manhã sem aviso prévio à SPTrans e à população, seguiu sem interrupções significativas até o meio-dia, quando a estatal assumiu formalmente o comando das operações por meio de decreto municipal que caducou os contratos com a Transwolff, após investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil revelarem suposta conexão entre a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) e o sistema de transporte coletivo.
A apuração apurou que os trabalhadores em greve terão seus dias descontados em folha de pagamento, em conformidade com a legislação trabalhista vigente, enquanto a SPTrans confirmou estar em processo avançado de contratação do plano de saúde para os funcionários, conforme relato da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, com o benefício previsto para ser efetivado após análise das propostas iniciadas em 3 de julho de 2026.
Mais de 267 mil passageiros da região Sul de São Paulo foram atendidos pelas 34 linhas do lote D10 durante a greve encerrada na segunda-feira.
Repercussão Legal e Estratégia de Reestruturação
A SPTrans destacou que os pagamentos pendentes foram efetuados integralmente e que o boletim de ocorrência registrado pela ausência do aviso prévio obrigatório reflete compromisso com a legalidade, enquanto o sindicato dos motoristas aguarda retorno da SPTrans sobre as negociações referentes aos benefícios coletivos.
Com a transferência da gestão das linhas à SPTrans em dezembro de 2025, operadas sob escrutínio do MPSP e da Polícia Civil por suposta influência da PCC, o ex-presidente da Câmara de São Paulo Milton Leite permanece sob investigação como possível proprietário da Transwolff, embora ainda não tenha sido formalmente indiciado.



