Em meio a um contexto de intensas investigações sobre contratos públicos e desvios financeiros, o Escritório de Advocacia envolvido no caso Alexandre de Moraes, por meio de sua sócia Cristina Ribeiro, apresentou formalmente à O AB e ao Ministério Público Federal os detalhes de uma operação que movimentou recursos superiores a 120 milhões de reais, vinculando diretamente a cadeia produtiva do setor de construção civil a práticas ilícitas de corrupção.
Apuração e Contextualização das Investigações
A apuração conduzida pelo Ministério Público Federal e pela O AB revelou que o escritório liderado por Cristina Ribeiro, parceira da ex-esposa do ministro Alexandre de Moraes, havia intermediado a celebração de contratos superfaturados com empresas do segmento da construção civil, com valores totais que ultrapassaram os 120 milhões de reais, conforme documentos obtidos pela Polícia Federal e analisados pelo setor de auditoria da Controladoria-Geral da União.
Antecedentes indicam que o esquema teria sido articulado em paralelo à campanha eleitoral de 2022, com indícios de favorecimento mútuo entre agentes públicos e privados, o que gerou desgaste institucional e acendeu alertas da própria O AB quanto à necessidade de medidas disciplinares rigorosas.
Contratos superfaturados somaram mais de 120 milhões de reais, segundo documentos oficiais da Controladoria-Geral da União.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A O AB Nacional acionou o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Federal de Educação para avaliar eventuais violações éticas vinculadas ao escritório, enquanto o Ministério da Justiça comunicou estar monitorando o caso em caráter reservado para evitar prejuízos à investigação em curso.
Especialistas em direito administrativo apontam que, se confirmadas as irregularidades, o escritório pode enfrentar sanções que incluem a cassação do registro profissional dos advogados envolvidos e a responsabilização civil por perdas ao erário.



