Eduarda Campopiano, de 23 anos, foi eleita deputada estadual mais votada da história da Assembleia Legislativa de São Paulo, com 1.851.549 votos e 94,88% das urnas apuradas, consolidando-se como a figura política mais expressiva do pleito estadual e refletindo a força de uma base digital massiva.
Contexto Histórico e Trajetória Política da Candidata
A vitória de Campopiano ocorreu em um cenário de polarização nacional, onde sua ascensão rápida – marcada pela eleição para vereadora de Praia Grande em 2024 com apenas 3.583 sufrágios – contrasta com o expressivo número de 1,8 milhões de votos alcançados na Alesp, evidenciando uma estratégia eficaz de comunicação direta e presença digital relevante.
Formada em direito e já reconhecida por apresentar 20 projetos de lei entre 2025 e 2026 no município de origem, a parlamentar destacou-se por propor medidas como o programa de prevenção à violência doméstica contra crianças e adolescentes e a vedação da nomeação ou contratação de condenados por crimes sexuais contra menores em cargos públicos.
Com 1.851.549 votos e 94,88% das urnas apuradas, Eduarda Campopiano se consolida como a deputada estadual mais votada da história da Alesp.
Repercussão Imediata e Posições O ficiais
A bancada conservadora e alinhada ao partido Liberal (PL) recebeu com satisfação a eleição da parlamentar, que já havia declarado publicamente sua oposição ao aborto, à maioridade penal reduzida e às políticas de cotas em concursos e universidades, além de criticar o que denominou "projeto de lei da misoginia" que busca criminalizar ódio ou aversão às mulheres.
Em pronunciamento oficial à imprensa, a própria Campopiano afirmou pertencer à "maior inimiga das feministas de São Paulo", reforçando seu discurso crítico ao termo 'feminicídio' ao alegar que 'um homem não mata uma mulher por ela ser mulher', posição que tem repercutido amplamente nas redes sociais.



