A próxima terça-feira marcará a abertura da 89ª edição do Mondial de l'Auto, prestigiado salão internacional de automóveis que ocorre no Paris Expo Porte de Versailles, entre os dias 10 e 18 de outubro, com acesso restrito à imprensa credenciada na segunda-feira e abertura ao público geral a partir do dia 13.
Contexto Institucional e Estratégia das Montadoras Chinesas na Europa
A feira reúne, nesta edição, uma ofensiva coordenada das montadoras chinesas, que buscam consolidar sua presença no mercado europeu por meio de SUVs híbridos plug-in e elétricos com arquiteturas tecnológicas avançadas, como a plataforma GEA-Evo da Geely e a bateria de 87,3 kWh do Li Auto i6, cujas especificações técnicas já haviam sido divulgadas em comunicados oficiais.
Nos bastidores, a estratégia dessas marcas reflete um duplo propósito: demonstrar capacidade inovadora compatível com os padrões regulatórios europeus — como o ciclo de autonomia CLTC, que supera em muito o Inmetro brasileiro — e ao mesmo tempo preparar o terreno para eventuais lançamentos na região latino-americana, embora sem garantias imediatas de comercialização em países como o Brasil.
O Li Auto i6, SUV elétrico de 4,95 metros, oferece autonomia elétrica de até 720 quilômetros segundo o ciclo chinês CLTC e potência combinada de 400 kW (544 cv).
Repercussão Técnica e Regulatória no Contexto Europeu
A apresentação do Monjaro EM-i pela Geely no estande D12 simboliza a aposta em soluções híbridas que conciliam desempenho e eficiência, com arquitetura eletrônica GEEA 3.0 e potência de 400 kW, posicionando-se como alternativa competitiva frente ao recuo estratégico das marcas francesas pós-2022.
Enquanto isso, o Zeekr 9X europeu, com seis lugares e motorização híbrida que gera 660 kW (897 cv), evidencia o avanço tecnológico rumo a veículos premium chineses, cujos preços na França já partem de 119.500 euros, sinalizando ambição de ocupação no segmento de luxo.



