No domingo (6), por volta das 11h, a Polícia Civil de Embu das Artes registrou a morte de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, encontrada com um disparo de arma de fogo na cabeça dentro do banheiro da residência no bairro Chácaras Bartira, com o corpo localizado pela equipe médica após a constatação do óbito pelo Samu; o caso, inicialmente classificado como morte suspeita e sob investigação para esclarecer se houve suicídio ou intervenção externa, mobilizou imediatamente a apuração rigorosa que revelou a posse da arma por Vinicius Costa Silva, policial militar e marido da vítima.
Apuração Criminalística e Dinâmica da Investigação
A perícia técnica realizada no local, sob coordenação da Polícia Civil, constatou a presença do revólver Taurus calibre.357 – arma de uso pessoal pertencente ao policial militar Vinicius Costa Silva – posicionada sob o corpo de Larissa, com o coldre, carregador, munições e estojo deflagrado apreendidos no banheiro, indicando possível dinâmica distinta da versão inicial de autoincêndio apresentada pelo próprio investigado.
Conforme laudo preliminar da perícia balística e análise da trajetória do projétil, incongruências entre a reconstrução do próprio policial e os relatos testemunhais, aliadas à análise anatômica da lesão fatal no crânio, levaram à desclassificação da hipótese suicida e à prisão temporária decretada pela delegada Bruna Caracho Crippa com base em evidências que apontam para possível homicídio doloso ou homicídio culposo.
O caso segue em aberto para apuração completa, com a Polícia Civil requisitando exames periciais complementares no Instituto Médico Legal e Instituto de Criminalística para confirmar ou refutar a participação direta ou indireta de terceiros no óbito.
O revólver Taurus calibre.357 encontrado sob o corpo de Larissa continha coldre, carregador, munições e estojo deflagrado, evidenciando possível ação não acidental.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou o envio de investigação formal ao inquérito policial, ressaltando que o caso permanece sob análise rigorosa para determinar responsabilidades e eventuais desvios na conduta do policial militar.
A defesa de Vinicius Costa Silva, por meio do advogado Roberto Montanari, nega categoricamente qualquer participação do cliente no crime e afirma que os exames periciais e documentais serão decisivos para comprovar a inocência do acusado.



