A O rganização Meteorológica Mundial (O MM), órgão técnico da O NU, confirmou que o El Niño permanecerá ativo até fevereiro de 2027, com intensificação prevista que deve culminar no pico de força extrema ainda em 2023, conforme atualização divulgada em 3 de setembro; o fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anômalo da superfície oceânica no Pacífico central e oriental, ameaça com secas prolongadas e inundações catastróficas em múltiplas regiões do.
Contexto Climático e Antecedentes da Previsão
A previsão da O MM, baseada em dados coletados desde meados de 2023 e atualizada com análise contínua dos padrões oceânicos e atmosféricos, indica que o aquecimento do Pacífico equatorial central-oriental já ultrapassou os limites considerados normais para o evento climático, com temperaturas superficiais do mar registrando elevações superiores à média histórica, sinalizando intensificação iminente.
O El Niño, que normalmente se desenvolve em ciclos de dois a sete anos e se prolonga por nove a doze meses, está atualmente em fase de fortalecimento acelerado, com indicadores como a redução da cobertura de nuvens convectivas e a elevação persistente das temperaturas oceânicas apontando para um pico muito forte antes do final deste ano, reforçando os alertas de autoridades como António Guterres, secretário-geral da O NU.
O El Niño deve intensificar-se a ponto de causar impactos devastadores em comunidades e economias globais até o pico previsto ainda este ano.
Repercussões Setoriais e Respostas Institucionais
Em Roraima, onde o déficit hídrico já ultrapassa níveis críticos desde o início do ano, o governo estadual decretou oficialmente estado de emergência por seca e instituiu um gabinete intersetorial destinado à coordenação das ações preventivas contra os efeitos do El Niño, priorizando o abastecimento alternativo de água, monitoramento agrícola e reforço na gestão de riscos geológicos.
A O rganização Meteorológica Mundial enfatiza que os impactos regionais variam conforme a dinâmica local, exigindo adaptações específicas das políticas públicas; diante disso, órgãos públicos e instituições privadas estão mobilizando recursos técnicos e financeiros para mitigar danos à infraestrutura, à agricultura e à saúde pública.



